Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem em dia de dados de inflação

Em março, IPCA apresentou alta de 0,93%, maior resultado para o mês desde 2015; em 12 meses, inflação é de 6,1%

Businessperson placing shopping cart over stacked coins
(AndreyPopov/Getty Images)

SÃO PAULO – As taxas pagas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam alta na tarde desta sexta-feira (9), em dia de divulgação de dados de inflação e com as atenções voltadas para o noticiário em Brasília.

O papel com retorno prefixado e vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 8,28%, ante 8,11% na tarde de quinta-feira (8). Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 subia de 8,71% para 8,88% ao ano.

Entre os papéis com retornos indexados à inflação, o título com prazo em 2026 pagava um prêmio real de 3,63% ao ano nesta tarde, ante 3,60% na última sessão. Já o juro real pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 avançava de 4,43%, para 4,45% ao ano.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta sexta-feira (9):

Fonte: Tesouro Direto

IPCA e CPI da Covid

Entre os destaques do dia na cena doméstica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,93% em março de 2021 na comparação com fevereiro, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta manhã.

Apesar de vir abaixo da projeção média de 1,03% dos economistas consultados pela Refinitiv, foi a maior alta para um mês de março desde 2015.

Com o resultado, o índice acumula inflação de 2,05% no ano e de 6,10% nos últimos 12 meses. Os principais impactos vêm dos aumentos nos preços de combustíveis (11,23%) e do gás de botijão (4,98%).

Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,50% na primeira prévia de abril, após ter aumentado 1,95% na primeira prévia de março, segundo ados divulgados nesta sexta-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 8,80% no ano e aumento de 30,70% em 12 meses.

Ainda no Brasil, investidores avaliaram os impactos políticos sobre a discussão orçamentária decorrente da “CPI da Covid“, a ser instaurada pelo Senado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo será apurar supostas omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

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“Uma vez instalada, a comissão deve concentrar as atenções, ampliar a pressão sobre o Palácio do Planalto e se sobrepor ao restante da agenda do Senado”, aponta a equipe de análise da XP.

O presidente Jair Bolsonaro disse na noite de quinta-feira que o STF interfere em outros Poderes, após o ministro Luís Roberto Barroso determinar a abertura da CPI no Senado para investigar a gestão da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil, o presidente também reclamou da decisão da corte de permitir que Estados e municípios proíbam a realização de cultos religiosos para evitar aglomerações e tentar frear a disseminação do coronavírus.

“Não há duvida que há uma interferência do Supremo em todos os Poderes”, disse o presidente à emissora, lembrando que existem no Senado pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

Em relação ao debate quanto ao Orçamento de 2021, Bolsonaro disse ontem que o Poder Executivo e o Congresso estão mais próximos de um acordo.

Autoridades do Ministério da Economia insistem na necessidade de veto do presidente, uma vez que o Orçamento é jurídica e economicamente inexequível da forma como foi aprovado no Congresso. Os congressistas, porém, afirmam que o governo estava ciente de todas as mudanças feitas durante a tramitação e, por isso, não aceitariam qualquer veto.

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Ambiente internacional

Na cena global, o Senado americano apresentou ontem um projeto que visa direcionar a Casa Branca a adotar “competição estratégica” com a China. A iniciativa busca aprovar um pacote com apoio bipartidário com medidas para enfrentar a influência chinesa na economia e geopolítica global.

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Na China, dados divulgados nesta sexta indicaram que o consumo chinês e a inflação subiram mais do que o esperado no último mês. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,4% em março, acima dos 0,3% estimado por analistas ouvidos pela Reuters.

Já o Índice de Preços ao Produtor subiu 4,4% em março em relação ao ano anterior, contrariando a expectativa de analistas ouvidos pela Reuters de 3,5%.

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