Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam nesta quarta-feira

Investidores acompanharam o discurso do presidente Donald Trump, após o Irã bombardear base com militares americanos

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta quarta-feira (8).

No noticiário do dia, o presidente americano Donald Trump fez seu primeiro pronunciamento após o ataque do Irã às bases que abrigam tropas americanas no Iraque, anunciando que os EUA irão impor novas sanções aos iranianos.

Após acalmar a população, informando que nenhuma vida norte-americana ou iraquiana foi perdida nos bombardeios da véspera, Trump reforçou que não permitirá ao Irã ter armas nucleares.

Segundo ele, o Irã é o principal patrocinador do terrorismo no mundo, e a busca por armas nucleares ameaça o mundo civilizado. “Nunca deixaremos isso acontecer”, reforçou Trump defendendo novamente o ataque que matou o general Qassem Soleimaini.

Ainda na cena externa, a guerra comercial voltou a aparecer como uma preocupação. Isso porque não há mais certeza de que o acordo comercial entre Washington e Pequim será assinado no dia 15, como estava previsto no cronograma oficial.

Entre os indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a 0,57% na primeira quadrissemana de janeiro, 0,20 ponto percentual abaixo da taxa registrada na divulgação anterior, de 0,77%. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a maior contribuição para baixo partiu do grupo de alimentação, que recuou de 2,56% para 2,30%, pressionado pela desaceleração das carnes bovinas.

Leia também:
Após valorização de até 58% em 2019, o Tesouro Direto ainda vale a pena?
Participe do Onde Investir 2020 e veja as recomendações de alguns dos maiores especialistas do país

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2024 oferecia uma taxa anual de 2,35%, ante 2,37% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 59,07 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação), ou adquirir o título integralmente por R$ 2.953,64.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais 3,40% ao ano, ante 3,41% a.a. anteriormente.

Já entre os títulos prefixados, o retorno do papel com vencimento em 2025 cedia de 6,43% para 6,38% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2022 recuava de 5,18% para 5,13% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

Saia da poupança e faça seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita na Rico

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto  Tesouro Direto