Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam na tarde desta terça-feira

No Brasil, investidores monitoraram PIB do 2º trimestre, orçamento de 2021 e auxílio emergencial; no exterior, atenção recaiu sobre dados da China e Europa

(CarlaNichiata/Getty Images)
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – As taxas pagas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta terça-feira (1).

Contribuiu para uma menor aversão ao risco o anúncio da extensão do auxílio emergencial por mais quatro meses, com parcelas de R$ 300. Segundo dados do Ministério da Cidadania, com a prorrogação, o gasto total com o benefício social deve ficar em R$ 260 bilhões.

Destaque ainda para as falas do ministro da Economia Paulo Guedes, em audiência virtual com senadores, sobre as reformas: “O Congresso trabalha incessantemente para modificar o marco regulatório e destravar os investimentos. Estamos encaminhando as reformas administrativa e tributária, além da [Proposta de Emenda à Constituição] PEC do Pacto Federativo.”

De acordo com o ministro, o Pacto Federativo já está pronto para ser disparado ao Congresso “assim que a política ditar o momento para isso”.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título com retorno prefixado e vencimento em 2023 pagava 4,04% ao ano, nesta tarde, ante 4,17% a.a. na segunda-feira (31). O prêmio pago pelo mesmo papel com prazo em 2026, por sua vez, cedia de 6,58% para 6,42% ao ano.

Entre os títulos indexados à inflação, o papel com vencimento em 2035 pagava uma taxa anual de 3,71%, ante 3,73% a.a. anteriormente. Já o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2040, por sua vez, cedia de 3,74% para 3,72% ao ano.

Em meio a maior preocupação fiscal, os títulos públicos encerraram o mês de agosto com queda de até 9,5%. No Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045, o juro real pago subiu de 3,40%, no fim de julho, para 3,72%, no encerramento de agosto. Confira a matéria completa aqui.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta terça-feira (1):

 

Fonte: Tesouro Direto

PIB e orçamento

Entre os destaques do noticiário do dia, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve queda de 9,7% no segundo trimestre de 2020 na comparação com os primeiros três meses do ano, mostrando os impactos mais agudos da pandemia de coronavírus.⠀

A contração foi levemente acima da esperada pelos economistas consultados pela Bloomberg, de 9,2%. Em relação ao segundo trimestre de 2019, o PIB caiu 11,4%, desempenho também pior que o esperado, de queda de 10,7%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ambas as quedas foram as mais intensas da série histórica, iniciada em 1996.

Ainda na cena doméstica, destaque para o Orçamento de 2021, que foi enviado na noite de ontem ao Congresso. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o rombo chega a R$ 572,9 bilhões.

Cena externa

No mercado internacional, o tom mais positivo dos mercados partiu do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria da China em agosto, que ficou em 53,1 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto resultados inferiores a 50 revelam retração.

Ao mesmo tempo, o desemprego na zona do euro subiu, enquanto os efeitos do coronavírus continuam a ser sentidos. A taxa de desemprego na região subiu de 7,7%, em junho, para 7,9%, em julho, mostrando uma deterioração do cenário. O número, contudo, ainda está abaixo do recorde visto no meio da crise.

Regra dos 10 tiros: aprenda a fazer operações simples que podem multiplicar por até 10 vezes o capital investido. Inscreva-se!