Renda fixa

Tesouro Direto retoma negociações após posicionamento da B3 sobre feriados em SP

Programa foi reaberto após Bolsa brasileira afirmar que funcionará normalmente no "feriadão" em São Paulo

Real, Brazilian Currency - BRL. Dinheiro, Brasil, Currency, Reais, Money, Brazil. Real coin on a pile of money bills.
(Rmcarvalho/Getty Images)

SÃO PAULO – Após ficar suspenso grande parte do dia, por conta da indefinição sobre os feriados na cidade de São Paulo, o Tesouro Direto retomou suas negociações na tarde desta terça-feira (19).

O programa estava paralisado na espera de um posicionamento da B3 sobre a antecipação dos feriados de Corpus Christi e do Dia da Consciência Negra para 20 e 21 de maio, respectivamente, proposto para estimular o isolamento social na capital paulista e conter o contágio pelo coronavírus.

Em comunicado, a B3 afirmou nesta tarde que manterá todas as suas atividades de registro, negociações, custódia, compensação e liquidação de operações, em horários regulares, nos dias 20, 21, 22 e 25 de maio. Em 11 de junho, contudo, a B3 não vai funcionar, seguindo a orientação do Banco Central, e mantendo assim seu calendário operacional para 2020, que foi definido no ano passado.

A decisão foi acatada pelo Tesouro Direto, que informou que funcionará normalmente para investimentos e resgates durante o feriado na capital paulista.

Reaberto, o Tesouro Direto apresentava queda nos prêmios oferecidos pelos títulos públicos. O papel indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 3,35% ao ano, ante 3,41% a.a. na segunda-feira (18).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,43%, frente aos 4,49%, a.a. ofertados anteriormente.

Entre os papéis prefixados, o prêmio do papel com juros semestrais e vencimento em 2031 cedia de 8,05% para 8,00% ao ano, enquanto o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 recuava de 7,18% para 7,15% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (19):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário externo

Na cena externa, investidores seguiram acompanhando as notícias sobre o coronavírus e uma possível vacina. Há preocupações com relação a uma segunda onda da pandemia nos países que estão reabrindo suas economias, como Itália, Alemanha e Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, investidores monitoraram as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central do país, que afirmou que está pronto para usar “todas as armas disponíveis no seu arsenal” para ajudar a economia americana a superar a pandemia, mas ressalvou reconhecer que essas medidas são “apenas parte de uma política pública mais ampla”.

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