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Verde Asset reduz posição em ações brasileiras "de maneira tática"

Fundo Verde teve ganho de 0,86% em abril, ante variação de 0,52% do CDI. Para a gestora, os próximos dois meses de discussão da reforma da Previdência ainda devem trazer turbulência, mas há mais espaço para surpresas positivas

Luis Stuhlberger, do Verde Asset Management
(Folhapress)

SÃO PAULO - Luis Stuhlberger, gestor do renomado fundo Verde, voltou a bater o CDI no mês de abril, com posições em renda fixa no Brasil e com ativos no exterior. O relatório de gestão do fundo multimercado, divulgado hoje, mostrou um ganho de 0,86% no mês passado, ante a variação de 0,52% do CDI. No acumulado de 2019, o Verde ganha 5,19%, bem acima do CDI (2,04%).

O fundo informou ter reduzido sua posição em ações brasileiras "de maneira tática" e mantido pequena posição comprada em bolsa americana. Na renda fixa, a posição aplicada em juro real no meio da curva foi aumentada ao longo do mês, da mesma forma que a posição tomada em inclinação de juros nos EUA cresceu. No câmbio, a aposta numa “resolução construtiva” do Brexit, via libra esterlina, foi mantida.

O portfólio de NTN-Bs, a posição tomada em inclinação de juros nos Estados Unidos e posições de ações e moedas globais foram as responsáveis pelo desempenho de abril.

“Não houve detratores relevantes no mês. O governo Bolsonaro, aos trancos e barrancos, mostrou capacidade de aprender com os próprios erros, e teve sucesso em superar a primeira etapa da reforma da Previdência, passando o projeto na CCJ. A natureza do arranjo político atual é diferente do presidencialismo de coalizão histórico do país, e com isso os ruídos no processo de negociação com o Congresso devem continuar”, comentou a gestora, no relatório.

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Na avaliação da equipe da Verde Asset, os últimos meses de volatilidade dessa relação foram “importantes para que o mercado aprendesse a melhor separar o que é ruído do que é sinal nesse processo”.

O que não quer dizer que o cenário esteja mais calmo. Para a gestora, os próximos dois meses de discussão do projeto na Comissão Especial da Câmara ainda devem trazer turbulência, mas talvez menor do que a vista em março e abril.

“Vale notar que o consenso de mercado hoje já é bem menos construtivo do que o víamos no começo do ano, e, portanto, há mais espaço para surpresas positivas”, destacou a Verde.

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