Central de FIIs

FII Maxi Renda (MXRF11) atenua queda, mas fecha outra sessão no vermelho após decisão da CVM; Ifix também cai

Na sessão anterior, o fundo já havia registrado forte queda de 3,9%

Por  Wellington Carvalho -

 

Depois de forte queda nesta quarta-feira (26) – 3,9% –, o fundo imobiliário Maxi Renda (MXRF11) voltou a registrar perdas na sessão desta quinta-feira (27). Ao longo do dia, as cotas do fundo chegaram a cair mais de 2%, mas atenuaram a queda e fecharam valendo R$ 9,52, baixa de 1,04%.

O resultado de ontem foi reflexo do fato relevante divulgado pelo fundo na noite de terça-feira (25) com parecer da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a distribuição de dividendos do Maxi Renda.

Tomando como base as demonstrações financeiras do fundo, a CVM entendeu que um FII não pode distribuir dividendos sem apresentar lucro contábil no período. A análise da autarquia nas contas do Maxi Renda avaliou dados de 2020, ano em que a carteira acumulava prejuízo.

Gestores ouvidos pelo InfoMoney afirmam que, se implementada, a interpretação da CVM afetaria uma série de fundos imobiliários.

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa –, que caiu 0,70% ontem, também fechou no campo negativo hoje. O indicador registrou baixa de 0,21, aos 2.767 pontos. No mês, o índice acumula perdas de 1,34%.

Maiores altas desta quinta-feira (27):

TickerNomeSetorVariação (%)
BLMR11Bluemacaw Renda+ FOFTítulos e Val. Mob.4,37
TGAR11TG Ativo RealOutros2,06
AIEC11Autonomy EdifíciosLajes Corporativas1,84
FIGS11General ShoppingShoppings1,51
QAGR11Quasar AgroOutros1,28

 

Maiores baixas desta quinta-feira (27):

TickerNomeSetorVariação (%)
RBRF11RBR AlphaTítulos e Val. Mob.-2,92
RBFF11Rio Bravo IfixTítulos e Val. Mob.-2,82
HGBS11Hedge Brasil ShoppingShoppings-2,63
RVBI11VBI ReitsTítulos e Val. Mob.-2,3
SDIL11SDI Rio BravoLogística-2,06

Fonte: B3

Kinea Securities fará nova oferta de R$ 400 milhões; GGR Covepi ganha na Justiça disputa por valor de aluguel

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Kinea Securities (KNSC11) planeja captar até R$ 400 milhões em nova oferta

O fundo Kinea Securities aprovou, de acordo com fato relevante divulgado nesta quarta-feira (26), a quarta emissão de cotas da carteira e inicialmente pretende captar R$ 400 milhões.

Sem considerar a taxa de distribuição, o preço unitário das novas cotas foi estipulado em R$ 89,90, correspondente ao valor patrimonial dos papéis em 14 de janeiro de 2022.

No fechamento da sessão de ontem, as cotas do fundo foram negociadas a R$ 100,35, com leve queda de 0,07%.

Os cotistas atuais do fundo terão direito à preferência na oferta e o fator de proporção será divulgado no anúncio oficial da emissão.

De acordo com o Kinea Securities, os recursos captados na nova emissão serão aplicados de acordo com a política de investimento do fundo, que foca principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e cotas de outras outros FIIs.

A quarta oferta do fundo ainda não foi registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em 2021, o Kinea Securities esteve na lista dos mais rentáveis do ano, com valorização de quase 20%.

Justiça confirma decisão favorável ao GGR Covepi (GGRC11) em disputa por valor integral de aluguel

Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (27), o fundo GGR Covepi Renda informou que a Justiça confirmou decisão favorável ao fundo em processo iniciado pela locatária Covolan, empresa da área têxtil.

Em agosto de 2021, o fundo foi informado sobre ação movida pelo inquilino que reivindicava pagar apenas 60% do valor do aluguel.

De acordo com o processo, que tramitava em segredo de Justiça, o montante remanescente da locação, 40%, ficaria suspenso até fevereiro de 2022.

Na oportunidade, o Juízo da 1ª Vara Cível do Foro de Santa Bárbara D’Oeste (SP) concedeu, em caráter liminar, parecer favorável à Covolan.

Na época, o fundo calculava que a medida representaria uma redução na distribuição mensal de dividendos de aproximadamente R$ 0,03 por cota.

O GGR Covepi recorreu da decisão e, em outubro do ano passado, conseguiu derrubar a liminar e voltou a ter direito à totalidade do aluguel de R$ 537 mil. Naquele mês e no seguinte, porém, o fundo não identificaria o pagamento da locação.

Nesta quarta-feira (26), segundo a administradora da carteira, o recurso impetrado no ano passado foi confirmado em favor do GGR Covepi.

O fundo tenta ainda receber os valores devidos pela Covolan, que ocupa galpão logístico de 38 mil metros quadrados em São Paulo e segue inadimplente, de acordo com o último relatório gerencial do GGR Covepi

Giro imobiliário: confiança da construção civil cai ao menor nível desde 2021

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 3,9 pontos em janeiro, para 92,8 pontos, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). É o menor nível do indicador desde os 92,4 pontos observados em junho de 2021.

O recuo do ICST em janeiro foi puxado pela piora na percepção dos empresários sobre o momento atual e nas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 2,1 pontos entre dezembro e janeiro, para 90,7 pontos; menor nível desde julho do ano passado (89,4 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-CST) teve queda 5,8 pontos, para 95,0 pontos; menor nível desde maio de 2021 (89,9 pontos), retornando a patamar inferior ao nível neutro.

“No mês passado, a alta da confiança das empresas da construção destoou da percepção mais negativa que prevaleceu nos demais setores. Agora em janeiro houve uma forte correção, com o indicador revelando um pessimismo mais acentuado em relação à demanda prevista para os próximos meses”, diz a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, em nota. “Certamente o ambiente de mais incertezas com a evolução da pandemia e de taxas de juros maiores deve ter contribuído para a reversão do humor.”

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção caiu 1,5 ponto porcentual entre dezembro e janeiro, para 74,9%. A contração foi impulsionada tanto pelo Nuci de mão de obra (-1,2 ponto porcentual, a 76,3%) quanto pelo de máquinas e equipamentos (-1,1 ponto porcentual, a 68,7%).

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