Publicidade
O Ifix – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na B3 – fechou a sessão desta terça-feira (25) com leve alta de 0,01%, aos 2.993 pontos. O fundo Votorantim Logística (VTLT11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 2,5%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.
O FII BTG Pactual Logística (BTLG11) finalmente concluirá a incorporação do BlueCap Renda Logística (BLCP11). O processo de fusão teve início no começo de agosto e chegou a ser discutido na Justiça.
Com a formalização da incorporação, cada cota do BLCP11 será substituída e convertida em 0,89 do BTLG11. Eventuais frações de cotas serão agregadas e, posteriormente, vendidas em leilão na B3. O recurso será creditado proporcionalmente na conta dos titulares dos papéis.
A substituição das cotas ocorrerá na abertura da sessão do dia 28 de outubro, conforme sinaliza fato relevante divulgado pelos fundos.
Pelo acordo, o patrimônio do BLCP11 – de R$ 256 milhões – será incorporado pelo do BTLG11, que subirá agora para R$ 2,117 bilhão. O número já inclui o patrimônio do VVPR11, que também foi incorporado recentemente pelo BTG Pactual Logística.
Atualmente, o portfólio do BTLG11 é composto por 20 galpões logísticos, localizados principalmente na região Sudeste. Os imóveis somam uma área bruta locável (ABL) de 597 mil metros quadrados e estão locados para empresas como BRF, Femsa, Itambé e Natura.
Continua depois da publicidade
Já a carteira atual do BLCP11 conta com cinco imóveis localizados em São Paulo e Minas Gerais. Juntos, os espaços somam 69 mil metros quadrados de ABL e estão 100% ocupados, de acordo com o último relatório gerencial.
Marcada por muita polêmica, a fusão dos fundos foi aprovada em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada pelo BLCP11 no dia 5 de agosto.
A pedido da BlueCap Gestão de Recursos – gestora da carteira – a 1ª Vara Empresarial e Conflito de Arbitragem do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu dias depois os efeitos da AGE. Na oportunidade, a empresa alegava que a incorporação atendia apenas aos interesses particulares dos cotistas que defendiam o procedimento – liderados pela Capitânia Investimentos.
Continua depois da publicidade
No final de agosto, porém, a Justiça revogou a decisão preliminar favorável à BlueCap Gestão, abrindo espaço para a conclusão do processo de fusão.
Leia mais:
- Justiça derruba liminar e fusão dos FIIs BLCP11 e BTLG11 agora pode acontecer
- FIIs: polêmica sobre sigilo de cotistas avança e BlueCap vê conflito de interesse em fusão de fundo com BTLG11
Maiores altas desta terça-feira (25):
Continua depois da publicidade
| Ticker | Nome | Setor | Variação (%) |
| VTLT11 | Votorantim Logística | Logística | 2,5 |
| CARE11 | Brazilian Graveyard and Death Care | Outros | 1,44 |
| VINO11 | Vinci Offices | Lajes Corporativas | 1,4 |
| BTAL11 | BTG Pactual Agro | Outros | 1,25 |
| VIFI11 | Vinci Instrumentos Financeiros | Títulos e Val. Mob. | 1,06 |
Maiores baixas desta terça-feira (25):
| Ticker | Nome | Setor | Variação (%) |
| RBFF11 | Rio Bravo Ifix | Títulos e Val. Mob. | -2,92 |
| RBRF11 | RBR Alpha | Títulos e Val. Mob. | -2,25 |
| HSLG11 | HSI Logística | Logística | -1,73 |
| BPFF11 | Brasil Plural Absoluto | Títulos e Val. Mob. | -1,69 |
| PATL11 | Pátria Logística | Logística | -1,58 |
Fonte: B3
Cotistas do HGPO11 decidem se vendem imóveis do fundo; GAME11 e GALG11 aprovam novas emissões
Cotistas do HGPO11 decidem se vendem imóveis do fundo
O FII de escritório CSHG Properties (HGPO11) colocou em votação, nesta terça-feira (25), a venda do portfólio do fundo – e consequentemente a liquidação da carteira.
Continua depois da publicidade
Em setembro, a administradora do HGPO11 recebeu uma oferta para vender os edifícios Metropolitan e o Platinum, localizados próximos à Avenida Faria Lima, em São Paulo (SP). O interessado estava disposto a pagar R$ 466 milhões pelos dois imóveis – o que equivale a cerca de R$ 37 mil por metro quadrado.
Sinalizando interesse na transação, investidores que detêm 23% das cotas do fundo solicitaram a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para discutir a proposta, pedido aceito pela gestão do FII, que marcou a sessão para hoje.
A alienação do portfólio do HGPO11 divide a opinião dos cotistas e a expectativa é de uma votação acirrada, de acordo com fundos que detêm cotas da carteira.
Leia também:
A participação dos cotistas na AGE pode ocorrer de forma não presencial – por meio do voto eletrônico ou por procuração. Os detalhes podem ser obtidos no departamento de relação com os investidores da carteira.
Além de superar o número de investidores contrários à venda dos imóveis, a aprovação do negócio ainda está condicionada à adesão de pelo menos 25% dos cotistas, explica o documento de convocação da assembleia.
Localizados em uma região nobre para o segmento de lajes corporativas, os edifícios Metropolitan e Platinum somam uma área bruta locável (ABL) de 12.613 metros quadrados. A vacância dos imóveis hoje está na casa dos 5%.
GAME11 quer captar R$ 18 milhões em nova oferta; GALG11 também aprova emissão
O FII Guardian Multiestratégia aprovou a segunda emissão de cotas do fundo, que pretende captar até R$ 18 milhões, conforme sinaliza fato relevante divulgado pela carteira.
O valor unitário dos novos papéis foi fixado em R$ 9,01 e a taxa de distribuição da oferta será de R$ 0,02, totalizando um preço de subscrição de R$ 9,03 por cota.
No fechamento do mercado nesta segunda-feira (24), as cotas do Guardian Multiestratégia foram negociadas a R$ 9,51. O valor patrimonial do fundo – espécie de valor justo – está atualmente em R$ 9,78 por cota.
Cotistas com posição no final da sessão de quinta-feira (27) terão direito de preferência na emissão, que poderá ser exercido entre os dias 1 e 11 de novembro.
Com patrimônio líquido de R$ 201 milhões, o Guardian Multiestratégia investe predominantemente em certificados de recebíveis imobiliários (CRI).
Em outubro, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota, montante equivalente a um retorno mensal com dividendos de 1,04%. Em 12 meses, o percentual está 14,26%.
O FII Guardian Logística (GALG11) também aprovou a realização da quarta emissão de cotas da carteira, mas os detalhes sobre a oferta deverão ser divulgados nos próximos dias, sinaliza fato relevante.
Dividendos hoje
Confira quais fundos distribuem rendimentos nesta terça-feira (25):
| Ticker | Fundo | Rendimento |
| RBRX11 | RBR Plus Multiestratégia | R$ 1,50 |
| MCHY11 | Mauá Capital High Yield | R$ 1,40 |
| SNCI11 | Suno Recebíveis | R$ 1,00 |
| MATV11 | More Gestão Ativa | R$ 1,00 |
| ALZR11 | Alianza Trust Renda | R$ 0,80 |
| FCFL11 | Campus Faria Lima | R$ 0,76 |
| XPML11 | XP Malls | R$ 0,75 |
| BTLG11 | BTG Pactual Logística | R$ 0,74 |
| SNFF11 | Suno FoF | R$ 0,65 |
| XPIN11 | XP Industrial | R$ 0,64 |
| BPML11 | BTG Pactual Shoppings | R$ 0,30 |
Fonte: StatusInvest
Giro Imobiliário: IPCA-15 sobe 0,16% em outubro; 71% dos gestores apostam que primeiro corte da Selic deve ocorrer no segundo TRI de 2023
IPCA-15 sobe 0,16% em outubro após registrar deflação por dois meses
Após dois meses de deflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a registrar alta em outubro, de 0,16% ante setembro, informou na manhã desta terça-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação anunciada em outubro foi mais alta do que o consenso Refinitiv, que esperava 0,05% na comparação com o mês anterior. Com o resultado anunciado nesta quarta, o IPCA-15 acumula uma alta de 4,80%% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 6,85%. A projeção era de 6,75%.
Assim como no mês anterior, somente três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços. Em outubro, essas retrações foram em Transportes (-0,64%), Comunicação (-0,42%) e Artigos de residência (-0,35%). No lado das altas, as maiores variações vieram de Vestuário (1,43%) e Saúde e cuidados pessoais (0,80%).
Após a queda de 0,47% em setembro, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,21% em outubro. O resultado foi puxado pela alimentação no domicílio (0,14%), cujo resultado havia sido uma deflação de -0,86% no mês anterior. Contribuíram para isso as altas das frutas (4,61%), da batata-inglesa (20,11%), do tomate (6,25%) e da cebola (5,86%). Por outro lado, os preços do leite longa vida (-9,91%), do óleo de soja (-3,71%) e das carnes (-0,56%) continuaram em queda.
A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,37% em outubro. Enquanto a refeição (0,44%) teve variação superior à do mês anterior (0,36%), o lanche desacelerou de 0,94% para 0,23%.
Quando a Selic vai cair? Para 7 em cada 10 gestores, cortes começam no 2º tri de 2023, indica levantamento
No primeiro dos dois dias de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a expectativa majoritária de agentes financeiros é de que a autoridade mantenha a Selic em 13,75% ao ano na reunião desta quarta-feira (24). Com isso, o olhar do mercado deve se voltar para os próximos passos. Ou seja, para sinalizações do BC a respeito do corte de juros, que deve ser iniciado no ano que vem.
Em pesquisa feita pela XP, 71% dos gestores consultados acreditam que o primeiro corte deve ocorrer no segundo trimestre de 2023, enquanto 29% dos gestores acreditam que o ciclo de cortes deve iniciar apenas no terceiro trimestre do ano que vem.
A XP também questionou qual deve ser o percentual de Selic encontrado no fim do ciclo de cortes. Para a maior parte dos gestores (57%), a taxa básica de juros deve encerrar os cortes abaixo de 10% ao ano. Por outro lado, 43% das casas defenderam que ela deve ficar entre 10% e 11% ao ano, portanto, acima dos dois dígitos ao fim do ciclo de quedas.
Os dados foram obtidos a partir de perguntas enviadas a 18 casas renomadas, como a ARX Investimentos, Legacy Capital, Kapitalo Investimentos e Kinea Investimentos, para citar alguns exemplos. As entrevistas foram feitas nos dez primeiros dias deste mês e envolvem as posições de fundos de renda fixa, ações e multimercados no terceiro trimestre deste ano.
Ainda que estejam mais alinhados sobre o fim do ciclo de alta da Selic, as exposições a juros no País das carteiras de fundos multimercados evidenciam uma divisão entre os gestores: 50% destacaram que estão com posições que se beneficiam da queda dos juros brasileiros (aplicados), enquanto a outra metade preferiu não adotar uma posição direcional em juros no Brasil.