Evento raro coloca Ethereum em vantagem sobre Bitcoin para investidor de grande porte; entenda

Dados mostram que Ethereum pode estar ficando mais palatável para capital institucional

Equipe InfoMoney

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Apesar de acumular alta de mais de 50% em 2023, o Ethereum (ETH) ainda está atrás do Bitcoin (BTC) no ano, após a principal moeda digital valorizar mais de 60% no período — em abril, os ganhos do BTC passaram de 70%. No entanto, se depender do apetite de investidores institucionais, esse cenário pode estar próximo de virar.

Indicadores de volatilidade sugerem que que as oscilações de preço do ETH estão se aproximando daquelas medidas para o BTC, em uma reversão do padrão usual para os dois maiores ativos digitais no setor.

O índice T3 Ether Volatility Index, que mede oscilações implícitas de preço do ETH em uma janela de 30 dias, acompanha um indicador semelhante de Bitcoin por praticamente o tempo todo desde 2021. Normalmente, o índice do ETH supera o do Bitcoin, porque é mais volátil.

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Enquanto isso, o spread entre a volatilidade histórica ou realizada de 180 dias do ETH em relação ao Bitcoin é o mais estreito desde 2020 (e ligeiramente positivo), de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Na visão de alguns analistas, o movimento deve tornar o Ethereum mais palatável aos olhos de investidores de grande porte.

“A menor volatilidade normalmente ajuda os investidores institucionais a alocar mais capital para cripto, pois fica mais barato comprar proteção e gerenciar exposições”, disse Caroline Mauron, cofundadora da plataforma de derivativos de cripto OrBit Markets.

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“A compressão do spread de volatilidade pode gerar mais exposição ao Ethereum vinda de investidores de longo prazo”, avalia.

Retomada

Criptomoedas, incluindo Bitcoin e Ethereum, se recuperaram parcialmente de uma derrota em 2022 que provocou perdas como o colapso da bolsa FTX. Mas a retomada foi interrompida recentemente em meio à liquidez deprimida no setor, um pano de fundo que pode apontar para os limites do apetite dos investidores diante também de um cenário de repressão regulatória nos EUA.

Os índices de volatilidade implícita de Bitcoin e Ethereum são baseados em preços de opções. Ambos os medidores caíram de picos recentes em março, mas o de Ethereum caiu mais rápido. Uma medida mais ampla de oscilações de ativos cruzados nos mercados globais também caiu.

Staking de ETH

A blockchain Ethereum implementou uma atualização em abril que permite aos investidores sacar moedas Ether bloqueadas para ajudar a operar a rede em troca de recompensas – um processo chamado de staking. O setor cripto vê as recompensas como um rendimento.

“Com seu rendimento crescente, agora na casa de um dígito, esperava-se que isso potencialmente suprimisse a volatilidade”, disse Richard Galvin, cofundador da gestora de fundos Digital Asset Capital Management.

Em paralelo, o BTC passa por uma espécie de crise de identidade após sua blockchain ser abalada por uma explosão de tokens não fungíveis (NFTs) – colecionáveis digitais – e memecoins construídas graças a uma inovação no software.

Mesmo assim, a convergência nos perfis de volatilidade do Bitcoin e do Ethereum é questionável para Noelle Acheson, autora da newsletter “Crypto Is Macro Now“.

“O Ethereum é um ativo mais novo, com valor de mercado mais baixo e mais risco tecnológico e regulatório”, escreveu ela, acrescentando que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (a SEC) continua se recusando a dizer se considera o token um valor mobiliário sujeito às regras da agência.

(Com informações da Bloomberg)