ETF de Bitcoin sai ou não sai? Veja o que especialistas esperam para esta semana

A SEC tem até a quarta-feira (10) para decidir sobre um dos pedidos de ETFs sob análise

Lucas Gabriel Marins

(Crédito: Shutterstock)

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O mercado de criptomoedas entrou em uma semana decisiva. A SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários nos Estados Unidos, tem até amanhã, dia 10 de janeiro, para decidir se aprova ou não pelo menos um dos mais de 10 pedidos de ETFs (fundos de índice) com exposição direta ao Bitcoin (BTC) para análise em sua mesa.

A expectativa é que o regulador libere várias solicitações de uma só vez. Analistas da Bloomberg Intelligente dizem que as chances de o xerife do mercado de capitais dar sinal verde para o produto inédito são de 90%. Outras casas de análises, no entanto, apostam que o regulador não deve aprovar nada neste mês.

Mas se depender da papelada enviada para a SEC pelos interessados em lançar fundos de índice, a possível aprovação parece estar “batendo à porta” do regulador, disse James Seyffart, analista de ETFs da Bloomberg, no X (antigo Twitter).

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Nos últimos dias, BlackRock, Ark Invest, Fidelity, Invesco, Galaxy Digital, VanEck e WisdomTree alteraram as documentações apresentadas para a SEC para se adequar às exigências, movimento visto pelo mercado como um impulso final para oferecer os veículos de investimentos.

Existem dois requisitos técnicos que devem ser cumpridos antes que um ETF de Bitcoin à vista possa começar a ser negociado:

Primeiro, a SEC deve aprovar um formulário chamado 19b-4, que basicamente informa ao regulador uma proposta de mudança feita por organização não governamental com certo grau de autoridade regulatória. Depois, a autarquia deve aprovar um documento chamado S-1, que são os pedidos de registo dos potenciais emissores.

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Hoje, a BlackRock e pela VanEck, segundo o portal especializado CoinDesk, alteraram a redação sobre a mitigação dos danos aos acionistas em caso de insolvência. Trechos sobre conflito de interesses entre os participantes autorizados do ETF também foram editados.

A SEC, segundo a Bloomberg, está planejando votar os dois formulários nos próximos dias. Se o regulador der sinal verde, os ETFs poderão começar a ser negociados no próximo dia útil após a aprovação.

Taxas

Ao mesmo tempo em que as empresas correm para modificar as documentações enviadas, elas também travam uma “guerra de taxas”. Os valores das tarifas que serão cobradas caso o produto seja liberado vão de 0,0% a 1,5%.

A Grayscale, que luta na Justiça para transformar seu fundo de Bitcoin Grayscale Bitcoin Trust (GBTC) em um ETF à vista, cobraria uma taxa de 1,5% se a SEC liberasse seu veículo de investimento. Já a Bitwise irá oferecer taxa zero nos seis primeiros meses ou quando o montante de US$ 1 bilhão em ativos for alcançado. Depois, passaria para 0,24%.

“Esta guerra de taxas é a melhor situação possível para os investidores finais”, disse Seyffart.

Fonte: James Seyffart, analista da Bloomberg

Alerta

A aprovação dos ETFs é aguardada há bastante tempo pelos players do setor. Eles acreditam que o veículo pode atrair capital de investidores institucionais e de varejo. Segundo análise publicada pelo Standard Chartered Bank nesta semana, os ETFs podem gerar entradas colossais de US$ 50 a 100 bilhões somente neste ano.

Mas não é todo mundo que está otimista com o iminente lançamento. Ontem, o presidente da SEC, Gary Gensler, alertou os investidores sobre os perigos do mercado de ativos digitais. “Os investidores em criptos devem compreender que podem ser privados de informações importantes e outras proteções importantes relacionadas ao seu investimento”, falou no X, antigo Twitter.

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney