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O primeiro turno da eleição acendeu o pavio das small caps. Na segunda-feira (5), depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar à frente de Lula (PT), o índice de small caps da B3 (SMLL) subiu mais de 9%, acima dos 7,70% do Ibovespa, que teve o maior ganho em um dia desde março de 2020. Os juros futuros caíram ao longo de toda a curva, e o dólar fechou em queda de mais de 4%, a R$ 5.
O movimento confirma a aposta que as carteiras de small caps de outubro já faziam antes da votação. As casas consultadas pelo InfoMoney apontavam as empresas menores da bolsa como as mais sensíveis à queda dos juros longos e, por isso, as que mais tinham a ganhar se o resultado da eleição abrisse espaço para esse movimento. O segmento era até então o mais descontado da bolsa e o único ainda abaixo da própria média. Três ações do ranking estiveram entre os destaques da segunda: C&A, que subiu 19,71%, Cyrela, com alta de 18,4%, e Smart Fit, que avançou mais de 10%.
A convergência, porém, para no segmento. Nas oito carteiras consultadas, nenhuma ação aparece em mais de quatro, e Smart Fit e Orizon dividem a liderança, seguidas pela JHSF, com três indicações. A principal mudança em relação a setembro é a saída das construtoras de baixa renda: a Tenda, que tinha quatro indicações, deixa o ranking depois que as casas apontaram o atraso nos repasses da Caixa para o Minha Casa, Minha Vida e a alta no custo de materiais. Em seu lugar ganham espaço nomes de consumo defensivo e educação.

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| Ação | Nº de recomendações | Retorno no dia 5/10 (%) | Retorno em 30 dias (%) |
|---|---|---|---|
| Smart Fit (SMFT3) | 4 | 18,60 | -9,29 |
| Orizon (ORVR3) | 4 | 12,04 | 14,42 |
| JHSF (JHSF3) | 3 | 5,39 | 71,18 |
| 3tentos (TTEN3) | 2 | 8,04 | -28,36 |
| Alupar (ALUP11) | 2 | 8,00 | 15,58 |
| Bemobi (BMOB3) | 2 | 7,73 | 36,57 |
| C&A (CEAB3) | 2 | 19,71 | -3,37 |
| Cury (CURY3) | 2 | 6,79 | -2,06 |
| Cyrela (CYRE3) | 2 | 18,40 | 33,10 |
| Dexco (DXCO3) | 2 | 10,37 | 36,20 |
| Direcional (DIRR3) | 2 | 7,99 | -19,62 |
| Fleury (FLRY3) | 2 | 3,32 | 65,43 |
| Hypera (HYPE3) | 2 | 7,11 | 19,61 |
| Iguatemi (IGTI11) | 2 | 8,04 | 22,47 |
| Panvel (PNVL3) | 2 | 10,59 | 25,73 |
| Sanepar (SAPR11) | 2 | 7,38 | -4,59 |
| SLC Agrícola (SLCE3) | 2 | -1,63 | 18,60 |
| Tupy (TUPY3) | 2 | 1,38 | 37,67 |
| Yduqs (YDUQ3) | 2 | 12,45 | 2,38 |
As mais recomendadas
Smart Fit (SMFT3)
A rede de academias sobe de três para quatro indicações e passa a dividir a liderança. Para a Ágora, a Smart Fit se destaca num setor de consumo ainda pressionado pela combinação de crescimento orgânico, maturação das unidades abertas e monetização via TotalPass, com 98 academias abertas no primeiro semestre. O BTG Pactual cita a escala sem paralelo na América Latina, as margens em melhora pela alavancagem operacional e o espaço para consolidação num mercado fragmentado.
A Terra destaca o Ebitda e a margem bruta em níveis recordes e o avanço do plano Black, que eleva o tíquete médio e a fidelização. O Santander vê a companhia bem posicionada para capturar o crescimento do mercado de bem-estar e usar a escala como vantagem competitiva.
Orizon (ORVR3)
A empresa de gestão de resíduos, que liderava sozinha em setembro com cinco indicações, perde uma e passa a dividir o topo. O Santander a colocou como principal escolha do setor de energia e saneamento, com a expectativa de que os municípios recorram cada vez mais a operadores privados, e projeta crescimento anual do Ebitda de 55,6% entre 2025 e 2028, puxado pela aquisição da Vital e pelos projetos de biometano.
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O BTG Pactual destaca o histórico de alocação de capital, a entrega recente de duas usinas de biometano e a contribuição mais recorrente das vendas de créditos de carbono. A XP, por outro lado, reduziu o peso da ação de 15% para 10%, por ver um momento menos favorável no curto prazo, e o Santander também diminuiu a posição.
JHSF (JHSF3)
A empresa de shoppings, hotelaria e serviços de alta renda entrou neste mês na carteira da Genial e já estava nas da Ágora e do BB Investimentos. Para a Genial, é a posição mais sensível a juros e ao consumo de alta renda, com dividendo mensal e lucro de R$ 445 milhões no segundo trimestre, contra R$ 246 milhões um ano antes. A Ágora destaca o crescimento de 30% da receita de propriedades para renda e a ocupação de 98,2% nos shoppings.
O BB Investimentos lembra que a venda do portfólio de incorporação para um fundo, em transação de mais de R$ 5 bilhões, reduziu o endividamento e abriu espaço para investimentos nos negócios de renda recorrente voltados à alta renda.
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As demais indicadas
Entre os nomes com duas indicações, a Yduqs entrou nas carteiras da Ágora e do Itaú BBA, que vê potencial de criação de valor na combinação de negócios com a Afya, e a Dexco chegou às do BTG Pactual e da Genial como uma tese de reestruturação, com corte de custos e redução da alavancagem. A Fleury é escolhida pela Genial pelo lucro em alta, dívida baixa e dividendo recorrente, e a Tupy ganhou peso na XP com os indicadores de veículos pesados nos Estados Unidos apontando para volumes e margens melhores.
No setor imobiliário, a Cyrela aparece pela aceleração de lançamentos e vendas no segundo trimestre, segundo o BB Investimentos, enquanto Cury e Direcional, focadas em baixa renda, ainda têm duas indicações cada, mesmo com a pressão sobre o Minha Casa, Minha Vida. O Iguatemi, com participação em 17 shoppings pelo país, aparece nas carteiras do Itaú BBA e do Santander, e a Alupar é lembrada pelo Santander como exposição ao segmento de transmissão, o mais defensivo do setor elétrico.
Completam a lista a Sanepar, no saneamento; a Panvel, no varejo farmacêutico; a Hypera, que avança na normalização das operações, com foco em eficiência comercial e gestão de estoques, segundo a Terra; a C&A, com resultados positivos no segundo trimestre; a Bemobi, de tecnologia; a SLC Agrícola, no agronegócio; e a 3tentos, que saiu das carteiras do Santander, depois de um segundo trimestre abaixo do esperado, e da XP, pelo risco de novas revisões para baixo, mas segue em duas.
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