Xerife do mercado

CVM multa ex-funcionário do Credit Suisse que usava nome da avó em operações de “day trade” na Bolsa

Luiz Mori foi multado em R$ 500 mil por operações realizadas na bolsa de valores brasileira, no período de junho de 2012 a abril de 2014

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SÃO PAULO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou multa no valor de R$ 500 mil ao ex-operador do Credit Suisse USA, Luiz Mori, por prática não equitativa no mercado de valores mobiliários, por meio de operações realizadas na bolsa de valores brasileira, no período de junho de 2012 a abril de 2014.

Segundo a acusação da autarquia, Mori tinha acesso às informações sobre “vultosas ordens de grandes investidores internacionais atendidos pela Credit Suisse USA, que potencialmente poderiam afetar a cotação dos ativos a que se referiam, antes que fossem apregoadas no mercado de ações na bolsa de valores brasileira e, consequentemente, antes que fossem conhecidas pelos demais participantes do mercado”.

Mori então realizava operações de day trade, usando o nome da avó de mais de 90 anos na época dos fatos, de forma a lucrar com a variação da cotação do ativo decorrente da subsequente execução das vultosas ordens de que já tinha conhecimento, segundo a CVM.

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“Restou evidenciado nos autos que M.H. [avó de Luiz Mori] não era a responsável pelos investimentos realizados a partir de duas contas de sua titularidade”, diz o voto da diretora da autarquia, Flávia Perlingeiro.

Também foram penalizados pela CVM, com multas de R$ 250 mil cada, Rafael Spinardi Marques e Catarsis Investimentos e Participações, que participaram do esquema orquestrado por Mori, de acordo com a acusação da autarquia. Durante o processo, Spinardi chegou a assumir para si a responsabilidade por todas as operações sob investigação, o que foi rechaçado pela CVM.

“Ainda que não tenha restado evidenciada a razão pela qual Rafael Spinardi tentou tomar pra si toda responsabilidade, as provas dos autos lhe contradizem em parte”, diz o documento da autarquia.

No processo, a CVM também analisou a participação de Bruno Guisard, operador do Deutsche Bank à época dos fatos, como possível informante de Mori, mas foi absolvido por falta de provas.

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