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Corretora vê setor de construção com cautela e elege 3 ações diferenciadas

A Ágora/Bradesco não acredita que 2014 será um ano de recuperação para o setor de construção civil

SÃO PAULO – A equipe da corretora Ágora/Bradesco revisou suas estimativas para as empresas de construção civil em 2014. Os analistas mantém o tom pessimista para o setor que predominou em 2013. “Em linhas gerais, não antevemos uma melhora significativa das ações do setor de construção civil, uma vez que projetamos mais um ano de revisões para baixo nas estimativas dos analistas de mercado, bem como uma manutenção do cenário econômico desafiador”, afirma a corretora em relatório.

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No entanto, a Ágora/Bradesco ressalta que, apesar das aguardadas revisões para baixo nas previsões do mercado para o setor, elas devem vir em menor magnitude do que as que foram feitas no ano passado.

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O joio e o trigo
Assim, em um cenário adverso, os analistas acreditam que três empresas devem se destacar de maneira positiva no setor: Direcional (DIRR3), Eztec (EZTC3) e Tecnisa (TCSA3). O diferencial delas, segundo a Ágora/Bradesco, é sua expectativa de crescimento, que combina elevados níveis de rentabilidade e balanços patrimoniais sólidos.

Já a Cyrela (CYRE3) teve sua recomendação reduzida de “Compra” para “Manter”, pois os analistas creem que o papel já está precificado. Recentemente as ações da companhia apresentaram um bom desempenho em relação ao seu setor principalmente por conta da procura de alguns investidores por ações com maior liquidez.

Já em relação às empresas em reestruturação, como Gafisa (GFSA3), PDG (PDGR3), Brookfield (BISA3) e Rossi (RSID3) a corretora explica que o panorama econômico desafiador tende a afetá-las ainda mais em 2014 e 2015. Assim, a recuperação dos níveis de rentabilidade e volumes operacionais dessas empresas deve ocorrer de forma muito lenta.

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Longo Prazo
Outro fator destacado pela Ágora/Bradesco é o contínuo aumento dos preços de imóveis acima da inflação. Esse aumento afeta a acessibilidade aos imóveis, o que acaba sendo negativo para as empresas no curto prazo. Contudo, no longo prazo, os analistas destacam que permanecem confiantes com os fundamentos do setor no Brasil, uma vez que o cenário demográfico é favorável e existe expectativa da continuidade de programas governamentais habitacionais.