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Como saber se corretora internacional é confiável? Veja dicas para se proteger de golpes ao investir no exterior

Assim como no Brasil, corretora escolhida para investir lá fora precisa de registro; veja recomendações para evitar dor de cabeça

Ana Paula Ribeiro

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O caminho para aplicar no exterior ficou mais fácil para o investidor brasileiro nos últimos anos, mas ainda é preciso ficar atento a alguns cuidados para evitar golpes e instituições que não cumprem com a regulamentação dos países investidos. Ter essa cautela é tão relevante quanto pensar se um ativo vai ser rentável ou não.

E se o caminho é o exterior, o primeiro passo está relacionado à instituição escolhida para fazer as aplicações. O avanço das plataformas digitais permite escolher uma corretora que atue no Brasil, mas que possua uma subsidiária no exterior, ou abrir uma conta diretamente lá fora.

Alberto Amparo, head de investimentos no exterior da Suno Research, afirma que é preciso checar se a instituição possui licença para fazer essa intermediação. No caso dos Estados Unidos, elas precisam fazer parte da Finra (Financial Industry Regulatory Authority, que supervisiona a atividade das corretoras) e a SIPC (Securities Investor Protection Corporation), que garante proteção em caso de problemas com a instituição.

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“É preciso checar se essas corretoras estão sob as regulações do país. Se é regulada, o investidor se protege no valor de até US$ 250 mil”, explica.

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Esse é o limite da cobertura para os recursos que estão na conta do investidor, mas ainda não foram aplicados, para caso uma corretora quebre. Também é o valor da cobertura para ativos do FIDC, que é uma espécie de FGC (Fundo Garantidor de Crédito), dos Estados Unidos.

Amparo lembra que no caso de uma corretora no Brasil com subsidiária no exterior, é possível que ela utilize um outro nome. Por essa razão, é preciso que a instituição deixe clara essas informações, para que o cliente possa fazer a pesquisa nos sites da Finra e SIPC.

Felipe Bottino, diretor de investimentos do Inter, lembra que esse cuidado é necessário porque o investidor irá se deparar com um leque muito maior de ativos e de produtos financeiros. No entanto, ressalta que em países como os Estados Unidos, os órgãos reguladores não chegam a impor limites para a operação por pessoas físicas.

“O Brasil tem uma legislação que protege o investidor (limitando a exposição a alguns ativos, por exemplo). Em outros países, ela será mais abrangente”, diz.

Golpes virtuais

Além de escolher uma corretora regulada para evitar fraudes, o investidor também deve ficar atento aos golpes virtuais. Esse é um perigo existente além do Brasil.

Órgão como a própria INRA e a SEC, similar à CVM no Brasil, fazem alertas constantes aos investidores para comportamentos que pode culminar em falsos investimentos.

Uma das maiores iscas para os mal-intencionados é o compartilhamento de informações. Na chamada “affinity fraud” (fraude por afinidade), golpistas se aproveitam das relações de confiança de determinado grupo, como comunidades religiosas ou étnicas e grupos profissionais, para capturar vítimas.

Os fraudadores que promovem golpes de afinidade frequentemente são – ou fingem ser – membros do grupo, ganhando acesso a informações de pessoas que têm interesse em investir e se tornam presas mais fáceis para o esquema.

Outro esquema virtual são as pirâmides, em que o chamariz é um alto retorno no curto prazo, mas que só é concretizado se mais pessoas fizerem aportes (os investimentos são pagos com os recursos dos entrantes).

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O investidor também precisa ficar atento ao “phishing” em e-mails. A prática consiste no envio de mensagens que parecem ter sido enviadas por uma instituição financeira confiável, mas o objetivo é roubar informações pessoais, como os dados da conta de investimento. Por isso é necessário observar no detalhe o endereço do e-mail do remetente e desconfiar de mensagens alarmantes e especialmente com arquivos anexos.

“O phishing é algo global. Tem no Brasil e vai ter em investimentos internacionais. É preciso ter esse ponto de atenção e tomar os mesmos cuidados que já se toma no Brasil”, explica Bottino, do Inter.

Cuidados extras

Além de buscar investimentos que estejam de acordo com os objetivos do investidor, em relação ao prazo e apetite por risco, é preciso também ficar atento às taxas cobradas pela corretora escolhida e as regras de tributação.

“É um ponto de atenção é em relação aos tributos. Não só sobre o ganho de capital, mas também como funciona a sucessão no país. Esse deve ser um ponto de atenção”, diz Bottino.

Ana Paula Ribeiro

Jornalista colaboradora do InfoMoney