Corrida cripto

Com demanda aquecida, gestoras aumentam oferta de ETFs de criptomoedas; confira as alternativas

Nos últimos dois dias, Hashdex e QR Capital anunciaram o lançamento de três ETFs que acompanham o Bitcoin e o Ethereum

SÃO PAULO – Amados por uns e detestados por outros, o Bitcoin e o grupo de criptomoedas de forma geral se tornaram um dos temas mais falados entre investidores ao longo dos últimos meses.

No mercado local, o interesse latente pelo potencial que os criptoativos prometem ainda entregar tem se refletido na oferta e na demanda por novos produtos relacionados a esse nicho de mercado.

Hoje, o investidor tem à disposição na Bolsa brasileira dois fundos de índices com cotas negociadas em Bolsa (ETFs) que acompanham benchmarks atrelados ao desempenho de uma cesta de criptoativos e ao Bitcoin, das gestoras Hashdex e QR Asset, respectivamente. E, pelos planos das casas focadas no segmento, nas próximas semanas, três outros produtos devem chegar às prateleiras.

Nesta quarta-feira (14), a gestora especializada em criptoativos Hashdex, com cerca de R$ 4 bilhões em ativos sob gestão, anunciou que prepara o lançamento de um ETF que irá investir 100% de sua carteira em Ethereum.

O anúncio ocorre um dia depois do anúncio pela própria Hashdex do lançamento de outro ETF que investe em Bitcoin, e cuja proposta é ter uma pegada sustentável, que busque reduzir o impacto da emissão de carbono gerada pela mineração do ativo.

Com os dois lançamentos previstos para a primeira quinzena de agosto, a Hashdex passará a ter na prateleira três ETFs de criptoativos – a gestora foi a primeira a lançar um fundo de índice de cripto no mercado local, em abril.

Já a QR Asset, que foi a primeira a oferecer um ETF voltado exclusivamente ao Bitcoin na Bolsa brasileira, anunciou, também ontem, que prepara o lançamento de um ETF que vai seguir a criptomoeda Ether.

Ampliação da grade

Desde que estreou na B3, no fim de abril, o primeiro ETF de criptomoedas do mercado brasileiro, da Hashdex, teve uma demanda bastante acentuada por parte dos investidores.

Segundo dados da B3, em pouco mais de dois meses, o HASH11 já se tornou o segundo maior em número de cotistas, com 131,7 mil investidores, no fim de junho.

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O produto só fica atrás do ETF IVVB11, da BlackRock, que replica o índice acionário S&P 500, dos Estados Unidos, e soma 156,1 mil cotistas. Mas já está à frente de fundos como o BOVA11, que replica o Ibovespa, com 112 mil investidores no fim do mês passado.

Hoje, o investidor tem à disposição na B3 36 ETFs de renda variável, com estratégias das mais diversas, que dão exposição a criptoativos, fundos imobiliários e bolsas globais, como da Ásia e da Europa. Além disso, há ainda outros sete ETFs de renda fixa local.

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