De olho

Central de FIIs: fundos imobiliários voltam a cair em dia de recuperação dos mercados

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

Por  Wellington Carvalho -

SÃO PAULO – O otimismo dos investidores com o Ibovespa na sessão desta quinta-feira (11) não foi suficiente para os fundos imobiliários, que enfrentaram mais um pregão de perdas. Enquanto o principal índice da B3 subiu forte e fechou em alta de 1,54%, o Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – caiu 0,20%, aos 2.621 pontos.

O volume financeiro negociado pelos fundos imobiliários até agora em 2021 já superou o registrado no ano passado inteiro. A informação faz parte de boletim mensal divulgado pela B3. De acordo com o documento, o segmento de FIIs movimentou R$ 56,7 bilhões de janeiro a outubro de 2021, contra R$ 54,1 bilhões entre janeiro e dezembro de 2020.

Isso aconteceu mesmo com o mercado de fundos imobiliários registrando, em outubro, um volume mensal de negociação de R$ 5 bilhões, o menor nível desde novembro de 2020.

Já o volume médio diário de negociação de FIIs em 2021 é de R$ 275 milhões até outubro, o maior da história na comparação anual.

As pessoas físicas são os protagonistas do segmento de FIIs. O mercado ganhou, em outubro, 25 mil novos investidores em fundos imobiliários. Mais de 1,5 milhão de brasileiros investem no produto atualmente. Em dezembro de 2020, o número era de 1,17 milhão.

As pessoas físicas representam hoje 72% da custódia de fundos imobiliários. Os investidores institucionais aparecem na sequência, com 20% da participação. Em relação ao volume negociado, as pessoas físicas são responsáveis por 67%.

O boletim mensal da B3 também compara o desempenho do Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – com indicadores importantes do mercado de ações. Nos últimos doze meses, encerrados em outubro, o desempenho do Ifix, -3,3%, estava bem abaixo da do Ibovespa, 10%. No acumulado do ano, o Ifix tem baixa de 6,7%, mas se comporta melhor do que o Ibovespa, que registrava queda de 12,9%, de acordo com dados de outubro da B3.

Variação – Outubro (%)Variação – 12 meses (%)Variação – Ano (%)
IBOVESPA-6,710,2-12,9
IFIX-1,5-3,3-6,7
IMOB-12,2-23,4-35,0

Fonte: B3

Maiores altas desta quinta-feira (11):

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TickerNomeSetorVariação (%)
GTWR11Green TowersLajes Corporativas2,33
SPTW11SP DowntownLajes Corporativas2,17
GALG11Guardian LogísticaHíbrido1,73
URPR11Urca Prime RendaOutros1,54
RZAK11Riza AkinTítulos e Val. Mob.1,33

Maiores baixas desta quinta-feira (11):

TickerNomeSetorVariação (%)
KFOF11Kinea FoFTítulos e Val. Mob.-4,22
FEXC11BTG Pactual Fundo de CRITítulos e Val. Mob.-3,33
HGBS11Hedge Brasil ShoppingShoppings-2,75
FIGS11General ShoppingShoppings-2,31
KISU11KILIMATítulos e Val. Mob.-2,18

Fonte: B3

REC compra galpão na Bahia, fundos do Credit Suisse contratam formador de mercado e mais assuntos

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Fundos do Credit Suisse terão formador de mercado

O Credit Suisse contratou a corretora XP Investimentos como formador de mercado para as cotas dos fundos CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e CSHG Imobiliário FoF (HGFF11).

Reconhecido e cadastrado pela B3, o formador de mercado tem como função estimular a liquidez de ativos negociados na Bolsa, mantendo de forma regular e contínua ofertas de compra e venda durante o pregão. Além de facilitar a negociação dos papéis, o formador de mercado também evita movimentos artificiais das cotações.

Atualmente, a liquidez média diária do CSHG FoF e do CSHG Recebíveis está em torno de R$ 428 mil e de R$ 2,1 milhões, respectivamente. As maiores médias hoje superam os R$ 10 milhões.

A prestação dos serviços pela XP terá início em 16 de novembro de 2021 e cada fundo pagará o montante de R$ 15 mil por mês, corrigido anualmente pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

REC (RELG11) expande atuação no Polo de Camaçari, na Bahia

O fundo REC Logística celebrou compromisso de compra de 77% de um imóvel no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia (BA). O ativo imobiliário pertence à Sociedade Simples Nossa Senhora da Conceição Imóveis e o negócio custará R$ 62 milhões.

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O fundo já ocupa uma área de 47 mil metros quadrados na região, locada atualmente para as empresas V-Log, Decminas, Transparaná e IBL Contrato.

De acordo com comunicado ao mercado, o novo espaço também já está alugado e, após concluída a transação, a distribuição mensal de rendimentos do REC Logística deverá ficar em aproximadamente R$ 0,88 por cota. Em novembro, o fundo distribuiu R$ 0,80 por cota.

Além dos galpões no Polo Petroquímico de Camaçari, o fundo conta ainda com o REC Log Queimados, também na Bahia, REC Log Cotia (SP) e o REC Log Extrema (MG).

Europa 105 (ERPA11) pode vender único ativo da carteira

O fundo Europa 105, administrado pela Oliveira Trust, recebeu proposta por um imóvel que possui na avenida Europa, em São Paulo (SP). O fundo tem 50% de participação no espaço, único ativo do Europa 105.

O imóvel atualmente está alugado para o BTG Pactual, que tem preferência na aquisição e deve se manifestar nas próximas semanas se há interesse na negociação.

De acordo com fato relevante, o potencial comprador se comprometeu a pagar R$ 150 milhões pelo imóvel. O valor seria pago em parcela única, 15 dias depois do fechamento do negócio.

Como se trata do único ativo do Europa 105, a administradora sinaliza que o fundo será liquidado caso a venda se confirme. Uma assembleia geral de cotistas será convocada para deliberar sobre o negócio.

Giro imobiliário: Aumenta procura por locação e CVM apura irregularidades no FII Mérito

Entenda como ficam os cotistas do FII Mérito depois de notificação da CVM

Uma notificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pegou os cerca de 30 mil investidores do fundo imobiliário Mérito Desenvolvimento (MFII11) de surpresa. A xerife do mercado de capitais determinou que o fundo refaça e reapresente as demonstrações financeiras de 2020 por ter identificado irregularidades no documento.

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Segundo o comunicado da CVM, os problemas estão na forma como a empresa Nova Colorado – uma loteadora localizada em Recife (PE), na qual o FII tinha participação – foi contabilizada no balanço. Para o órgão regulador, o erro inflou o resultado do Mérito.

InfoMoney procurou a gestora do FII Mérito, que negou irregularidades na contabilização da Nova Colorado. Na interpretação de Alexandre Despontin, gestor do fundo imobiliário, os pontos levantados pela CVM não apresentam qualquer ilegalidade.

Leia mais: 

Procura por aluguel aumenta 40% no terceiro trimestre

Painel do Mercado Imobiliário apura crescimento de 40,3% no número de contratos de aluguéis no terceiro trimestre de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento é produzido pela Kenlo, plataforma de informações imobiliárias.

De acordo com a pesquisa, 21.629 contratos foram fechados entre julho e setembro. Na comparação com o trimestre anterior, o avanço foi de 14%.

O levantamento monitora 8,4 mil imobiliárias e 51 mil corretores de imóveis cadastrados em todo o país e o resultado, de acordo com Denise Ghiu, especialista de mercado da área de inteligência da Kenlo, mostra força do mercado de locação.

“Além do aumento no volume de contratos de locação registrados, verificamos que a mediana dos valores mensais dos contratos de aluguéis passou de R$1.513 para R$1.700”, detalhou Denise em nota. O avanço representa um aumento de 12,4% em um ano.

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