Central de FIIs

Ifix cai pela sétima sessão seguida; CARE11 volta a subir forte

O Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) foi mais uma vez o destaque do dia, liderando a lista das maiores altas do pregão com elevação de 8,21%.

Por  Wellington Carvalho -

 

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta terça-feira (10) com perdas de 0,06%, aos 2.768 pontos. Foi a sétima queda seguida do indicador que acumula baixa de 1,6% no mês. Na sessão anterior, o índice fechou com baixa de 0,34%.

O fundo Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) foi mais uma vez o destaque do dia, liderando a lista das maiores altas do pregão com elevação de 8,21%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

Os recursos captados pelas emissões dos fundos imobiliários em 2022 seguem bem abaixo do volume registrado no ano passado, aponta o FII Hedge Top FoF 3, que monitora as novas ofertas do segmento. Até o encerramento de abril, as emissões levantaram um total de 3,3 bilhões.

Segundo o Hedge Top FoF 3, o total captado neste ano é inferior à média mensal de 2021, na casa dos R$ 4 bilhões. No acumulado do ano passado, entre janeiro e dezembro, o volume das ofertas dos fundos imobiliários alcançou R$ 47,4 bilhões.

Os fundos de “papel”, focados no investimento em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), seguem como protagonistas das ofertas e respondem por mais da metade (53%) das emissões de 2022.

O relatório do Hedge Top FoF 3 ressalta que as emissões em andamento e em análise somam atualmente R$ 10,2 bilhões. Neste cenário, os fundos de recebíveis são responsáveis por 62% das captações, considerando as ofertas públicas (CVM 400) e as restritas (CVM 476).

Apesar da desaceleração no volume captado nos últimos meses, o patrimônio líquido dos FIIs voltou ao patamar de dezembro de 2021, de R$ 176 bilhões, aponta o relatório mensal da B3, que considera os números até março. O valor de mercado das carteiras subiu para R$ 137 bilhões naquele mês.

Maiores altas desta terça-feira (10)

TickerNomeSetorVariação (%)
CARE11Brazilian Graveyard and Death CareOutros8,21
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas1,82
PATL11Pátria LogísticaHíbrido1,72
RBRR11RBR Rendimento High GradeTítulos e Val. Mob.1,53
RZAK11Riza AkinTítulos e Val. Mob.1,3

Maiores baixas desta terça-feira (10):

TickerNomeSetorVariação (%)
[ativo=NCHB11]NCH High YieldTítulos e Val. Mob.-2,46
XPSF11XP SelectionOutros-2,09
PVBI11VBI Prime PropertiesLajes Corporativas-1,97
SNFF11Suno FoFOutros-1,89
HGFF11CSHG FoFTítulos e Val. Mob.-1,88

Fonte: B3

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Quarta emissão de cotas do Mogno Hotéis; FII CVPAR suspende cobrança da taxa de administração

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Mogno Hotéis (MGHT11) aprova emissão de R$ 10 milhões

Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (9), o Mogno Hotéis anunciou a aprovação da quarta emissão de cotas do fundo, que pretende captar R$ 10 milhões.

O valor unitário das novas cotas foi fixado em R$ 80, acima da cotação dos papéis negociados no fechamento da Bolsa ontem, de R$ 79,18.

Os cotistas com posição no final do dia 12 de maio terão direito de preferência na oferta, que poderá ser exercido entre os dias 17 e 27 de maio. O fator de proporção será 10%.

Com patrimônio líquido de R$ 127 milhões, o Mogno Hotéis é um fundo híbrido, que investe em imóveis e títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário. No portfólio, destaque para os hotéis Selina Vila Madalena e Hilton Canopy em São Paulo (SP) e Selina Búzios, no Rio de Janeiro.

FII CVPAR ([ativo=CVPR11]) suspende temporariamente cobrança da taxa de administração

A equipe de gestão do CVPAR decidiu, nesta segunda-feira (9), abrir mão temporariamente do recebimento da taxa de administração do fundo.

De acordo com comunicado da carteira ao mercado, a isenção ocorrerá até que a alocação dos recursos captados na primeira emissão do fundo atinja o montante de 50%.

Com a decisão, os gestores estimam uma elevação no resultado do FII CVPAR de aproximadamente R$ 0,19 por cota.

Focado no investimento em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), o fundo captou pouco mais de R$ 12 milhões na primeira emissão do fundo, realizada no ano passado.

Dividendos de hoje

Confira quais são os cinco fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta terça-feira (10):

TickerFundoRendimento
FIIB11Industrial Do Brasil R$        3,30
VERE11Vereda R$        2,11
EDFO11BEd. Ourinvest R$        1,54
BRCO11Bresco Logistica R$        0,63
RMAI11REAG Multi Ativos Imobiliários R$        0,26

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: BC reforça que elevará Selic na próxima reunião do Copom

O Banco Central destacou na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça-feira (10) o impacto da gasolina na inflação “maior e mais rápido do que era previsto”, e que os diretores da instituição debateram na reunião porque as projeções do mercado para a alta de preços são mais pessimistas do que as da autoridade monetária.

O Copom decidiu na última quarta-feira (4) elevar a Selic em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano, e já havia sinalizado no comunicado divulgado logo após a reunião que continuaria a subir a taxa básica de juros, mas em menor magnitude. Essa sinalização foi mantida na ata divulgada hoje.

O documento também destaca que um aumento ainda maior da Selic cria um risco de desaceleração mais intensa da atividade econômica à frente. “O comitê ressaltou que o crescimento econômico veio em linha com o que era esperado, mas o aperto das condições financeiras cria um risco de desaceleração mais forte que o antecipado nos trimestres à frente, quando seus impactos tendem a ficar mais evidentes”.

A ata diz que a inflação ao consumidor segue elevada e disseminada, “se mostrando mais persistente que o antecipado”, e que a inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta com “um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”. Diz também que os últimos dados “vieram acima do esperado”, tanto nos componentes mais voláteis quanto nos associados à inflação subjacente, e que “nos itens mais voláteis, continua se destacando o aumento do preço da gasolina, com impacto maior e mais rápido do que era previsto”.

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