Vacina contra covid-19

São Paulo anuncia 6 novos centros para testes da CoronaVac e diz que cronograma da vacina será mantido

"O objetivo é aumentar o numero de voluntários para poder analisar a eficiência da vacina o mais rapidamente possível", informou João Doria

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Governador de SP, João Doria, com caixa da vacina CoronaVac (REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – Nesta sexta-feira (23), o governo do estado de São Paulo anunciou a criação de mais seis novos centros para a realização de testes da CoronaVac em voluntários.

A CoronaVac é a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e está passando por testes em profissionais da saúde. São 16 centros atualmente, espalhados por sete estados.

“Com a inauguração dos novos centros, nós vamos ganhar velocidade para que a demonstração da eficácia possa aparecer o mais rapidamente possível. Esperamos que isso aconteça em novembro ou meados de dezembro”, disse Dimas Covas, o diretor do Butantan, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Segundo informou João Doria (PSDB), governador de São Paulo, serão quatro novos centros em hospitais da periferia da capital e dois centros em São Caetano do Sul.

Até agora, 15 mil vacinações foram aplicadas em nove mil voluntários, com cada voluntário recebendo ou apenas a primeira dose ou duas doses. Com a abertura dos novos centros, a meta é ampliar a pesquisa para o total de 13 mil voluntários. O governo estadual compartilhou dados sobre a segurança da vacina da semana passada.

Na fase três dos testes clínicos, metade dos participantes a recebe vacina e a outra metade recebe um placebo. Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que ao menos 61 participantes sejam contaminados pelo coronavírus.

Assim, os cientistas podem comparar quanto desses 61 infectados estavam no grupo de controle para saber se a vacina realmente conseguiu gerar uma resposta imune nos vacinados. Essa informação sobre a eficácia da vacina é a última avaliação que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) precisa para o registro do medicamento e posterior uso na população.

Cronograma será mantido

Covas também informou que, mesmo com o atraso da Anvisa em liberar a importação de matéria-prima da China, o cronograma estipulado se mantém. O governo paulista havia afirmado que, após a aprovação, São Paulo poderia iniciar vacinação contra covid-19 em 15 de dezembro.

O governo de São Paulo fechou um contrato com a chinesa Sinovac para o fornecimento de 46 milhões de doses da CoronaVac até dezembro deste ano. O contrato, no valor de de US$ 90 milhões, também prevê a transferência de tecnologia da vacina ao Butantan (entenda mais sobre o processo de transferência de tecnologia).

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Até o final deste ano, a Sinovac vai enviar 6 milhões de doses da vacina já prontas, enquanto outras 40 milhões serão formuladas e envasadas em São Paulo.

Covas afirmou que a fábrica do Butantan está totalmente preparada para começar o envase e a produção da vacina. Segundo ele, a linha de produção da fábrica do instituto já está finalizada e aguarda a matéria-prima da China para começar a produção do imunizante.

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