Combate ao coronavírus

Governo de SP paga US$ 90 milhões à Sinovac pelo fornecimento de 46 milhões de doses da vacina chinesa

A expectativa do governo de São Paulo é de iniciar a campanha de vacinação contra o coronavírus no dia 15 de dezembro

Coronavac, vacina produzida em parceria com a China
(Divulgação/Instituto Butantan)
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SÃO PAULO – O governo de São Paulo e a farmacêutica chinesa Sinovac assinaram, nesta quarta-feira (30), o contrato de US$ 90 milhões para o fornecimento de 46 milhões de doses da CoronaVac até o final do ano e a transferência de tecnologia para a produção da vacina contra o novo coronavírus no estado.

O contrato foi assinado durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, pelo governador João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas e Weining Meng, vice-presidente mundial da Sinovac.

De acordo Meng, a transferência de tecnologia para o país reduzirá os impactos logísticos, o que influenciará também no seu preço. “O Brasil é um país grande, tem uma população de 200 milhões de habitantes, precisa de bastante vacina e com uma produção local consegue fazer isso. O Butantan produzindo a vacina deixará o preço mais acessível e trará mais vacinas em um curto espaço de tempo”, disse o vice-presidente mundial da Sinovac.

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Cerca de 6 milhões de doses virão prontas da China já para uso em frascos de doses únicas e as outras 40 milhões serão processadas em São Paulo a partir da matéria-prima enviada pela Sinovac para o instituto.

Segundo o governo, os planos incluem o envio de outras 14 milhões de doses para o país até fevereiro de 2021, totalizando 60 milhões de doses. Para aumentar a capacidade de produção, a fábrica do instituto passará por uma reforma, que deve ser concluída até o final do próximo ano, e deve operar com plena capacidade em 2022.

“São Paulo será um dos primeiros locais do mundo a ter a vacinação [contra o novo coronavírus] para a população. Porém, vamos respeitar todos os procedimentos que indicam a finalização da testagem e a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] para iniciar a vacinação com os profissionais da saúde”, disse João Doria.

A expectativa do governo é iniciar a campanha de vacinação no estado na segunda quinzena de dezembro.

“É o desejo do estado de São Paulo realizar esse programa de imunização através do SUS, com o apoio do Ministério da Saúde. Nós entendemos que o tema da vida não é um tema político, partidário, nem ideológico. Acima de tudo está a vida dos brasileiros e têm sido nessa linha os entendimentos que temos mantido com o ministro Eduardo Pazuello e os seus secretários. Até aqui, não temos razões para duvidar que o ministério estará ao lado da Secretaria da Saúde do estado neste programa de vacinação contra a Covid-19”, completou o governador.

Desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, a vacina chinesa está na fase três de testes clínicos no Brasil, que é a última etapa antes da aprovação da vacina. A estimativa do instituto é que até o dia 15 de outubro todos os 13 mil voluntários sejam vacinados. Até o momento, cerca de sete mil voluntários já foram testados.

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Após o encerramento dos testes e os resultados da eficácia da fórmula, a vacina precisa ser aprovada para uso no Brasil pela Anvisa. O governo paulista afirmou que segue em negociações avançadas com a agência e que também está colaborando com o órgão regulador sanitário chinês para aprovação e registro do medicamento.

Segundo o diretor do Butantan, a vacina deve ter uma eficácia de, no mínimo, 50% para ser aprovada. “Existe um grande compromisso da Anvisa aliado ao governo do estado de São Paulo para trazer essa vacina o mais rapidamente possível”, disse Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

Um estudo divulgado na semana passado revelou que 94,7% dos 50 mil voluntários na China não apresentaram nenhum efeito colateral após tomar a vacina CoronaVac.

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