Gigante do varejo

J. Crew pede concordata e se torna mais nova vítima do coronavírus; conheça outras

Primeira grande rede varejista a sofrer com a crise até as últimas consequências

Sapatos da J. Crew
(Kirstin Sinclair/Getty Images) Sapatos da J. Crew
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SÃO PAULO – A gigante varejista de moda J. Crew entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos nesta segunda-feira (4), tornando-se a primeira vítima do seu porte no setor a sofrer todas as consequências da crise causada pelo novo coronavírus.

As mais de 500 lojas da rede estão fechadas e as vendas caíram mais de 50% em março, tornando quase impossível para a companhia quitar suas dívidas de US$ 1,65 bilhão. Em abril, o resultado deve ser ainda pior.

Os maiores credores, entre eles Blackstone e Anchorage Capital, tomarão o controle da companhia, pelos termos do contrato de proteção.

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Além de perdoar a dívida, os novos controladores fornecerão um financiamento de US$ 400 milhões para manter as operações de pé durante a reestruturação. “Durante esse processo, continuaremos a oferecer aos nossos clientes as mercadorias e serviços excepcionais que eles esperam de nós”, disse a diretora executiva da companhia Jan Singer.

Outros setores já contabilizavam perdas para a crise. No início de março, a companhia aérea do Reino Unido Flybe entrou com pedido de falência após a forte queda na demanda inviabilizar a retomada em meio a dificuldades anteriores. Também nesse caso, o coronavírus foi apenas a gota d’água para uma operação já em dificuldades.

Ainda no setor aéreo, em 21 de abril foi a vez da Virgin Australia, uma das maiores companhias aéreas da Austrália, co-fundada pelo bilionário Richard Branson, entrar com a papelada depois de o governo negar um pedido de socorro.

A companhia de petróleo e gás Whiting Petroleum entrou com a papelada em primeiro de abril, sem deixar de operar. A reestruturação acordada com os credores “vai reduzir significativamente as dívidas da companhia e estabelecer uma estrutura de capital mais sustentável”, disse a companhia em comunicado ao mercado. As ações da empresa chegaram a valer menos de US$ 1 em março, ante US$ 150 em 2015.

Outra gigante, a Frontier Communications, uma das maiores telecoms dos Estados Unidos, anunciou seu plano de reestruturação em 14 de abril. A intenção é reduzir a dívida em US$ 10 bilhões, de acordo com os documentos, e “fornecer flexibilidade financeira significativa para apoiar investimentos contínuos no crescimento de longo prazo”.

Em 27 de março, a OneWeb, provedora de internet a satélite apoiada pelo Softbank também pediu concordata. A empresa já lançou 71 satélites para o espaço.

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