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Paulo Caffarelli na Cielo: após revolucionar o BB, ele pode virar o jogo das maquininhas?

Ex-executivo do Banco do Brasil foi responsável pela revolução da instituição; será que ele pode fazer o mesmo pela Cielo

Paulo Rogerio Caffarelli - BB
(Nacho Doce/Reuters)

SÃO PAULO – Paulo Caffarelli foi anunciado nesta sexta-feira (26) como novo CEO da Cielo (CIEL3). O ex-diretor o Banco do Brasil, reconhecido como principal responsável pela incursão da instituição financeira na era digital, é a nova estratégia da empresa para prosperar em um ambiente de “guerra” no setor brasileiro de maquininhas.

Após caírem 2,44% no pregão da última quinta-feira (25), provavelmente pela decepção de parte do mercado à não-indicação de um nome da indústria de tecnologia, as ações da empresa na bolsa mostravam sinais de recuperação no início de sexta, subindo 1,50% - acima dos 0,16% do Ibovespa.

Para os analistas do Brasil Plural, “Caffarelli talvez seja o nome mais forte para promover mudanças e coordenar com os bancos” na nova casa.

No BB, ele é considerado o grande responsável pela estratégia de crescimento com foco em inovação e distribuição via canais digitais. Quando assumiu o banco, em 2016, o ROE (retorno sobre o patrimônio) da empresa girava em torno de 8%; hoje, a estimativa é que o indicador esteja em 13%.

Táticas de guerra

A corrida dos terminais de pagamento vem aumentando o nível de obstáculos. Recentemente, a PagSeguro anunciou uma maquininha “smart”, aumentando a pressão sobre o terminal de pagamento mais tecnológico da Cielo (leia mais aqui).

Nesta semana, a Stone, vista por parte do mercado como a mais inovadora das maquininhas, realizou um IPO bem-sucedido em Nasdaq, nos Estados Unidos.

Estas e outras movimentações criam um cenário difícil para a Cielo manter a relevância, e os efeitos já aparecem. Desde o início de 2018, os papéis da Cielo caíram 44,63% na bolsa, graças aos efeitos de ruptura em um mercado antes dominado por dois players e cada vez mais pulverizado.

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Parte do mercado viu a escolha de Caffarelli como “mais do mesmo”: alguém com passado financeiro, sem foco em tecnologia. Por outro lado, grande parte do sucesso da concorrência está diretamente relacionado a algo mais palpável que a inovação: os preços.

“Se ele chacoalhar as coisas, melhorar a moral da empresa, cortar custos para cortar preços e aumentar a penetração do pré-pagamento (que as novas entrantes fizeram com eficiência), ele já será um vencedor”, escreveram analistas do BTG Pactual.

 

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