Concorrência desleal

Google é acusado de coletar dados de concorrentes ​​no Android para melhorar seus aplicativos

Nova polêmica reacende as preocupações sobre práticas antitruste feitas pela companhia

Google
(Shutterstock)

SÃO PAULO — O Google está sendo acusado de coletar dados de dispositivos com sistema operacional Android, que mostram como os aplicativos de empresas concorrentes estavam sendo utilizados pelos usuários para impulsionar os seus serviços, segundo reportagem do site The Information. 

As denúncias apontam que a multinacional usou dados coletados através do Android Lockbox, um serviço que monitora como os usuários interagem com aplicações que não sejam do Google, para planejar o lançamento de seu aplicativo que vai concorrer com o TikTok na Índia.

A empresa acompanhou a frequência com que os usuários do Android abriam aplicativos como o TikTok e quanto tempo eles passavam navegando nessas aplicações.

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Também há indícios de que o Google monitorou o uso de aplicativos de e-mail que disputam mercado com o Gmail, além do uso do Instagram e do Facebook.

Na própria Índia, o Google já é alvo de investigações por supostamente promover de forma mais ativa seu aplicativo Google Pay dentro da loja de aplicativos Android no país, dando-lhe uma vantagem injusta sobre aplicativos de concorrentes, sendo algo que prejudicaria os consumidores indianos, segundo os legisladores do país.

O Google reconheceu que a companhia reuniu dados de uso de aplicativos por meio do programa, mas garantiu que as informações são usadas para ativar recursos de economia de bateria, por exemplo, e que “a coleta desses dados é divulgada e controlável pelos usuários”.

Ela alegou ainda que os dados disponibilizados pelo API também foram habilitados para desenvolvedores de terceiros e acrescentou que o Google também usa esses dados para melhorar seus serviços.

A revelação da tática usada pelo Google para acompanhar os concorrentes ocorre às vésperas do depoimento de Sundar Pichai, CEO da Alphabet, empresa controladora do Google, perante os membros do Congresso dos Estados Unidos.

Além de Pichai, os diretores executivos do Facebook, Amazon e Apple também devem testemunhar na próxima segunda-feira (27) no Comitê Judiciário que investiga a concorrência na indústria de tecnologia.

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