Coronavírus

Empresários defendem que governo adote medidas para auxiliar companhias no pagamento de funcionários

Empresários de grandes varejistas e administradoras de shoppings centers cobraram medidas do governo para manter empregos durante a crise

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SÃO PAULO – Empresários de grandes varejistas e administradoras de shoppings centers defenderam nesta terça-feira (24) que o governo federal anuncie um plano para auxiliar empresas a pagarem seus funcionários.

“A folha de pagamento é a maior aflição dos empresários. Nossos governantes neste momento são responsáveis pelas folhas de pagamentos dos pequenos empresários juntamente com eles”, afirmou Sebastião Bomfim, fundador e presidente do conselho de administração da varejista Centauro.

“Se a gente pudesse escolher uma única ação do governo neste momento seria um financiamento para a folha do pagamento das empresas”, disse Alexandre Birman, presidente do grupo de calçados Arezzo. “Essa medida precisa ser feita agora, para a folha de pagamento já de abril”, completou.

As falas dos empresários aconteceram durante uma videoconferência realizada nesta terça-feira (24) pela XP Investimentos.

Durante a conferência, os empreendedores também comentaram o polêmico artigo 18 da medida provisória 927, que permitia aos empregadores suspender por até quatro meses os contratos de de trabalho de seus funcionários sem pagamento de salário. O artigo foi revogado pelo presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (23) após deputados, senadores e economistas se manifestarem contra a medida.

“A medida foi mal comunicada e elaborada, mas tem uma importância enorme para segurar o desemprego”, afirmou Bomfim da Centauro.

Carlos Jereissati Filho, presidente do grupo de shoppings Iguatemi, defendEu que o governo adote novas medidas para auxiliar companhias já nos próximos dias. “O governo tem que agir rápido e fazer o dinheiro chegar nas mãos dos pequenos varejistas que estão precisando”, disse.

Para Rafael Sales, CEO da Aliansce Shoppings, as pequenas e médias empresas precisam de uma orientação econômica do governo da mesma forma que vêm recebendo orientações da área de saúde. “O drama humano do desemprego vai ser tão grande quanto ou até maior que o da saúde pública. O governo precisa tratar os dois problemas”, afirmou.

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