Afetadas após corte no orçamento, ações do setor imobiliário voltam subir

Com analistas considerando desvalorização dos últimos dias como exagerada, MRV, Cyrela, Rossi e PDG avançam na sessão

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SÃO PAULO – As ações do setor imobiliário operam em alta na sessão desta quarta-feira (2), após serem afetadas nos últimos dias como reflexo do anúncio de cortes nas verbas do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal. 

No momento, o destaque fica por conta das ações da MRV (MRVE3 +2,62%), Cyrela (CYRE3 +1,02%), Rossi (RSID3 +2,03%) e PDG Realty (PDGR3 +1,69%). 

Impacto exagerado
A possível recuperação das ações já era prevista por analistas, que consideraram o recuo dos últimos dias como exagerado. Marcos Pereira, João Arruda e Daniel Fonseca, da Votorantim Corretora, avaliam que o anúncio deve ser encarado mais como uma realocação de recursos do que como um corte propriamente dito, em um leitura preliminar.

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Isso porque o montanto destinado ao programa, de R$ 7,6 bilhões, representa um aumento em relação ao que foi investido nos dois anos anteriores mesmo com o corte anunciado no começo da semana.

Pela LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovada pelo Congresso Nacional, o orçamento para o programa, que era de R$ 12,7 bilhões, foi reduzido em R$ 5,1 bilhões. Ainda assim, ele será R$ 1 bilhão superior ao de 2010.

Decisão do Copom deve influenciar setor
A reunião desta quarta-feira (2) do Copom (Comitê de Política Monetária) pode se tornar mais um fator de influência para as ações do setor imobiliário, bem como as perspectivas do surgimento de novas medidas macroprudenciais daqui pra frente.

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O tamanho do ajuste ainda gera dúvidas entre os analistas. Embora o consenso aponte para uma elevação em 50 pontos-base, o que traria a Selic para 11,75% ao ano, alta mais agressiva, de 0,75 ponto, não é descartada inteiramente.