Hamas diz que negociações por cessar-fogo em Gaza voltaram à estaca zero

Israel seguirá em frente com um ataque na cidade de Rafah, no sul de Gaza

Reuters

(Christopher Furlong/Getty Images)

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O grupo militante palestino Hamas disse nesta sexta-feira (10) que as negociações por um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza voltaram à estaca zero, após Israel efetivamente rejeitar uma proposta dos mediadores internacionais. 

O Hamas afirmou em um comunicado que realizará consultas com facções palestinas para revisar sua estratégia em negociações para paralisar a guerra de sete meses, desencadeada pelo seu ataque letal contra Israel em 7 de outubro. 

A ONU havia alertado horas antes que o auxílio humanitário para Gaza poderia acabar sendo interrompido em alguns dias, após Israel tomar o controle nesta semana da passagem de Rafah entre Gaza e Egito, uma rota vital para os suprimentos do devastado enclave palestino. 

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Apesar de firme pressão dos EUA, Israel disse que seguirá em frente com um ataque na cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde mais de 1 milhão de pessoas desalojadas buscaram refúgio e, segundo as forças de Israel, militantes do Hamas estão se escondendo. 

Tanques israelenses tomaram a principal avenida que divide as seções leste e oeste de Rafah na sexta-feira, efetivamente cercando a parte leste da cidade, em uma ofensiva que levou Washington a bloquear parte do auxílio militar a seu aliado. 

A diplomacia indireta não conseguiu acabar com a guerra que, segundo autoridades de saúde em Gaza, comandada pelo Hamas, matou quase 35.000 pessoas desde o ataque de 7 de outubro. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel e 253 foram levadas como reféns em 7 de outubro, segundo contagens israelenses. 

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Negociações de cessar-fogo no Cairo foram interrompidas na quinta-feira sem um acordo para paralisar os combates e soltar os reféns. 

O Hamas disse que havia concordado no começo da semana com uma proposta enviada pelos mediadores de Catar e Egito que havia sido aceita por Israel anteriormente. Israel disse que a proposta do Hamas contém elementos que não pode aceitar. 

“A rejeição de Israel da proposta dos mediadores por meio de emendas que fez levou as coisas a voltarem à estaca zero”, afirmou o Hamas no comunicado desta sexta-feira. 

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“Diante do comportamento de Netanyahu e a rejeição do documento dos mediadores e o ataque contra Rafah e a ocupação da passagem, a liderança do movimento realizará consultas com líderes irmãos das facções palestinas para revisar nossa estratégia de negociação”. 

TIROS E EXPLOSÕES

Moradores descreveram explosões e tiros quase constantes no leste e nordeste de Rafah nesta sexta-feira, com intensos combates entre forças israelenses e militantes do Hamas e da Jihad Islâmica. 

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Israel ordenou que civis deixassem a região leste de Rafah, forçando dezenas de milhares de pessoas a buscarem abrigo no lado de fora da cidade, que já era o último refúgio para mais de 1 milhão de pessoas que fugiram de outras partes do enclave durante a guerra. 

Israel afirma que não pode vencer a guerra sem atacar Rafah para eliminar milhares de combatentes do Hamas que acredita estarem abrigados naquele local. Hamas diz que lutará para defendê-la.