Estagiária da OTAN é presa na Bélgica sob suspeita de espionagem

Cidadã canadense de origem chinesa atuava no comando militar da aliança e é investigada por espionagem e participação em organização criminosa

Marina Verenicz

Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 2 de abril de 2025 REUTERS/Yves Herman
Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 2 de abril de 2025 REUTERS/Yves Herman

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Uma estagiária da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi presa na Bélgica sob suspeita de espionagem em favor de um país estrangeiro. A informação foi confirmada neste sábado (25) pela Procuradoria Federal belga, dois dias após a operação conduzida pela polícia judiciária federal.

A investigada é uma cidadã canadense de origem chinesa que trabalhava no Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), principal comando militar da OTAN, localizado em Mons, no sul da Bélgica.

Segundo a Procuradoria, ela é suspeita de “ter cometido atos de espionagem em benefício de um terceiro país e de ter participado de uma organização criminosa”. O órgão, no entanto, não informou qual seria o país beneficiado nem detalhou quais informações teriam sido alvo da investigação.

De acordo com as autoridades belgas, o caso teve início após os serviços de segurança do SHAPE identificarem indícios considerados suspeitos durante o estágio da jovem.

“A suspeita havia chamado a atenção dos serviços de segurança do SHAPE, que denunciaram os fatos ao Serviço Geral de Inteligência e Segurança (SGRS)”, informou a Procuradoria em comunicado.

Na quinta-feira (23), agentes da polícia judiciária federal realizaram buscas na residência da investigada e também em seu local de trabalho dentro das instalações da OTAN.

No dia seguinte, uma juíza expediu um mandado de prisão contra a estagiária, que permanece detida enquanto a investigação prossegue.

Até o momento, as autoridades belgas não divulgaram informações sobre a defesa da suspeita nem detalharam quais provas embasaram a decisão judicial.