Presidente eleito da Colômbia anuncia rompimento com Cuba e Nicarágua

Abelardo de la Espriella promete revisar política externa no primeiro dia de governo, fechar representações diplomáticas e reabrir embaixada em Jerusalém

Marina Verenicz

Abelardo de la Espriella chega para votar em uma seção eleitoral durante o segundo turno das eleições presidenciais em Barranquilla, Colômbia, no domingo, 21 de junho de 2026. (Foto: Bloomberg)
Abelardo de la Espriella chega para votar em uma seção eleitoral durante o segundo turno das eleições presidenciais em Barranquilla, Colômbia, no domingo, 21 de junho de 2026. (Foto: Bloomberg)

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que romperá relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua assim que assumir o cargo, em 7 de agosto.

A medida faz parte de uma ampla reformulação da política externa prometida pelo líder de direita, que também pretende restabelecer os laços com Israel e reduzir a estrutura diplomática colombiana no exterior.

“No meu governo, não haverá laços com tiranias”, escreveu Espriella em publicação nas redes sociais ao detalhar as primeiras decisões de sua gestão.

Além do rompimento com Havana e Manágua, o presidente eleito informou que fechará 15 consulados e 14 embaixadas. Ao mesmo tempo, afirmou que abrirá uma embaixada em Jerusalém, revertendo uma das principais mudanças promovidas pelo atual governo de Gustavo Petro.

A aproximação com Israel representa uma das diferenças mais marcantes entre a futura administração e o governo de Gustavo Petro.

Em 2024, Petro rompeu relações diplomáticas com Israel em protesto contra a ofensiva militar na Faixa de Gaza. A decisão encerrou uma parceria histórica entre os dois países, especialmente na área de segurança.

Espriella já afirmou que pretende restabelecer essa relação no primeiro dia de mandato e instalar a representação diplomática colombiana em Jerusalém.

A localização de embaixadas em Israel é um dos temas mais sensíveis da diplomacia internacional. Israel considera Jerusalém sua capital e concentra na cidade a sede do governo, do Parlamento e da Suprema Corte. Os palestinos, por outro lado, reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino.

Nicarágua entra na mira

O presidente eleito também justificou o rompimento com a Nicarágua pelo endurecimento do regime comandado por Daniel Ortega.

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Recentemente, Ortega anunciou que o país deixará de realizar eleições, eliminando a possibilidade de alternância de poder ao fim de seu mandato, previsto para 2027. No poder desde 2007 — após um primeiro período na Presidência na década de 1980 —, o líder nicaraguense afirmou que a mudança impedirá o retorno da oposição ao governo, sem detalhar como a medida será implementada.

A decisão foi interpretada por Espriella como mais um motivo para encerrar as relações diplomáticas entre os dois países.