Funcionalismo público

Servidores do Tesouro Nacional decidem paralisar atividades por mais 2 dias

Sindicato diz que mobilização da categoria já atrasa a divulgação do Relatório Mensal da Dívida e o pagamento de títulos vencidos

Por  Equipe InfoMoney -

Servidores da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (29), paralisar as atividades por mais dois dias, segundo a Unacon Sindical (sindicato que representa auditores e técnicos federais de Finanças e Controle).

Eles vão cruzar os braços na sexta (1º) e na próxima terça (5), após 95% dos presentes terem votado pela paralisação. Na próxima assembleia, a categoria vai discutir a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

Os funcionários do Tesouro, secretaria ligada ao Ministério da Economia, já haviam paralisado as atividades por um dia na sexta passada (25). Desde quinta-feira (24) também iniciaram uma “operação-padrão” e passaram a desistir formalmente das funções de substituições.

Serviços afetados

Também foi decidido, na assembleia desta terça, a intensificação da operação-padrão, que segundo a Unacon “tem impactado as entregas da STN, como a divulgação do Relatório Mensal da Dívida, prevista para hoje, mas será entregue somente amanhã”.

O sindicato diz também que, devido à paralisação de sexta, “houve atraso no pagamento dos títulos vencidos do Tesouro Direto”. “A medida motivou a abertura de vários chamados na Subsecretaria da Dívida Pública”.

“A previsão é que, nesta semana, a mobilização impacte a entrega do Relatório do Tesouro Nacional, que apresenta o resultado primário e o perfil dos gastos e receitas públicas”, afirmou a Unacon Sindical em comunicado.

O InfoMoney questionou o Tesouro Nacional se as atividades da secretaria estão sendo afetadas pelo movimento. Em nota, o órgão se limitou a dizer que “a Secretaria do Tesouro Nacional está realizando tempestivamente todas as suas atividades essenciais, em linha com as suas atribuições institucionais”.

Reajuste salarial e greve

Assim como os servidores do Banco Central e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que já entraram em greve, eles querem reajuste salarial e criticam o aumento anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro apenas às categorias da segurança pública (ainda não foi concedido).

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A Unacon, que representa também os servidores da CGU (Controladoria-Geral da União), diz que os salários estão congelados há mais de três anos e que o valor real da remuneração dos auditores e técnicos federais de Finanças (STN) e Controle (CGU) é o menor dos últimos 15 anos.

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