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Seguro deve ser visto como proteção financeira, não como gasto, dizem especialistas

Painel do Congresso Planejar 2025 reuniu líderes do setor para discutir seguros como instrumento fundamental de segurança financeira

Vitor Oliveira

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O seguro no Brasil ainda é frequentemente encarado como um custo, um gasto que muitas vezes as pessoas resistem a assumir. Especialistas do setor afirmam que, cada vez mais, é necessário informação à população que os seguros são uma importante ferramenta de proteção e estabilidade financeira, além de ser um  meio para garantir segurança em situações de risco —  e não apenas uma despesa. 

O debate ocorreu no painel “Seguros: eficiência para o planejamento financeiro”, durante o Congresso Planejar 2025, na última terça-feira (4) em São Paulo (SP). Participaram o superintendente comercial de seguros do Itaú, Lucas Fortes, o responsável pela área de seguros no PicPay, Cristiano Saab, e o diretor comercial Bancassurance Xcelerator MetLife Brasil, Wilson Leão. A conversa foi mediada por Ednar Sacramento, conselheiro da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro).

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Da esquerda para a direita, Lucas Fortes, Cristiano Saab, Wilson Leão e o mediador, Ednar Sacramento, durante o painel “Seguros: eficiência para o planejamento financeiro” no Congresso Planejar 2025 (Foto: Divulgação).

A educação financeira é chave para ampliar a compreensão e aceitação dos seguros, sobretudo entre investidores e classes mais baixas. Cristiano Saab, do PicPay, reforçou o papel do assessor CFP (Certified Financial Planner, certificação mundialmente reconhecida para quem quer exercer função no planejamento financeiro) na educação do cliente.

“Cada conversa que a gente tem com o cliente, de alguma maneira, estamos educando esse cliente financeiramente”.

Saab afirmou que esse diálogo é fundamental para superar resistências num país com baixo nível de educação financeira.

A resistência cultural e o preconceito, especialmente nas classes C e D, podem ser diminuídos com a oferta de soluções simplificadas, educativas e conectadas à realidade do público, segundo Lucas Fortes, do Itaú. 

“É importante trazer exemplos práticos das coberturas para tornar o seguro tangível com exemplos reais, como a proteção para entregadores de aplicativo que dependem da renda diária.”

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Contexto de vida do cliente guia o seguro

Os palestrantes destacaram que dados recentes mostram que o risco mais prevalente não é a morte súbita, mas sim doenças graves e incapacidades, o que reforça a importância de produtos seguradores que fujam do foco tradicional restrito à indenização por morte, ampliando o leque para coberturas que protejam a renda e o patrimônio em vida.

“Somente 19% das pessoas vão ter morte imediata; 81% vão adoecer antes de morrer”, afirmou Wilson Leão, da MetLife Brasil. 

Segundo Fortes, uma oferta de seguro eficaz deve considerar o momento de vida e o contexto do cliente, diferenciando produtos simplificados para certos perfis e soluções mais complexas para os acumuladores patrimoniais

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“O cliente jovem, que está começando a acumular, tem necessidades diferentes do cliente mais maduro, que já conta com uma certa acumulação”, explicou. 

“Para pessoas com maior endividamento, o produto deve ser simplificado, focado em incapacidade temporária. Para acumuladores, a solução é mais elaborada e personalizada”, disse Saab. 

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Tecnologia avança, mas fator humano é imprescindível

A tecnologia, especialmente a inteligência artificial e as plataformas digitais, está transformando o mercado de seguros, segundo os especialistas.

“A inteligência artificial permite, por exemplo, a leitura de um laudo médico em 20 minutos, o que antes levaria 10 dias, aumentando a eficiência e precisão do seguro”, afirmou Leão, frisando que a venda do seguro requer aconselhamento estratégico para manter a confiança e entender o contexto do cliente. 

Para Saab, a tecnologia não substitui a importância do aconselhamento humano qualificado

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“O digital vem como meio para fazer a coisa simples, encurtar caminhos, mas a relação pessoal e a assessoria especializada são insubstituíveis.”

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