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SÃO PAULO – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta quinta-feira (13) não ser possível priorizar a votação do projeto que reajusta em 7,7% as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo e que extingue o fator previdenciário.
De acordo com Sarney, o projeto terá de obedecer à ordem de chegada ao Senado. Na pauta de votações do Plenário, conforme publicado pela Agência Senado, três medidas provisórias estão na frente.
Sarney disse ainda que tem o compromisso de fazer votar o projeto, apesar de o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), questionar à existência de incorreções no texto final enviado ao Senado.
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Vaccarezza
Por seu turno, Vaccarezza afirmou também nesta quinta que os aposentados não ficarão sem reajuste este ano. De acordo com o relatório do deputado à Medida Provisória, o teto dos aposentados seria de R$ 3.444, caso o reajuste fosse de 7%.
No entanto o índice aprovado, de 7,72%, faz com que o valor do teto tenha de ser aumentado, o que não foi feito no texto aprovado pela Câmara e enviado para o Senado. Além disso, a tabela aprovada não atende a todos os aposentados com o reajuste aprovado, segundo a Agência Câmara.
De acordo com Vaccarezza, caso o Senado aprove o projeto do jeito que saiu da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terá condições de sancioná-lo.
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“É uma coisa que prejudica uma parte dos aposentados, vai gerar milhares de ações judiciais. Imagina uma pessoa que, na lei, diz que vai receber 7,72% e, quando vai fazer o cálculo, dá 6,9%”, afirmou o líder do governo na Câmara.