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SÃO PAULO – Crises deixam as empresas mais vulneráveis a crimes de propriedade intelectual. Companhias em todo mundo perderam cerca de US$ 1 trilhão em 2008 devido a roubo de dados, segundo levantamento da McAfee apresentado no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.
No relatório “Economias Desprotegidas: Proteção de Informações Vitais”, especialistas em segurança e Tecnologia da Informação alertaram que a recessão está colocando em risco as informações corporativas.
A empresa verificou que 39% dos pesquisados acreditam que dados tornam-se alvo fácil em ambientes econômicos como o atual. No ano passado, essas empresas gastaram cerca de US$ 600 milhões para reparar perdas de dados.
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Ameaça interna
Cerca de 42% das empresas entrevistadas afirmaram que ex-funcionários foram a maior ameaça às informações importantes no ano passado.
A recessão aumenta a apropriação indevida de dados valiosos por parte desses funcionários, que, em períodos de crise e desemprego, buscam se valorizar no mercado.
Brasil
CIOs (diretores de tecnologia da informação) do País também foram ouvidos pela McAfee. De acordo com a pesquisa, empresas de países em desenvolvimento estão mais motivadas e gastam mais com proteção da propriedade intelectual.
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O relatório aponta que o Brasil, ao lado de Japão e China, tem como principal catalisador dos investimentos em segurança o armazenamento seguro da propriedade intelectual.
O País é um dos que mais investe em segurança de dados, deixando para trás Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Japão.
Sobre o relatório
A McAfee baseou seu relatório nas respostas de mais de 800 CIOs dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, China, Índia, Brasil e Dubai dadas aos pesquisadores da Cerias (Purdue University’s Center for Education and Research in Information Assurance and Security).