Lula aprova guarda compartilhada; atenção à educação financeira!

"Guarda compartilhada permitirá poder de decisão dos pais e não só de um deles", diz relatora da proposta na Câmara

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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (13), projeto de lei que prevê a guarda compartilhada dos filhos de pais separados. Para entrar em vigor, a proposta ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A guarda unilateral ou compartilhada poderá ser requerida, por consenso, pelo pai e pela mãe, ou qualquer um deles, em ação autônoma, de separação, de divórcio, de dissolução de união estável ou em medida cautelar. Ainda poderá ser fixada por determinação judicial.

Segundo a relatora do projeto na Câmara, deputada Cida Diogo (PT-RJ), neste sistema existe uma co-responsabilidade pelos direitos e deveres dos filhos. “A guarda compartilhada permitirá o poder de decisão dos pais e não só de um deles, como é na guarda unilateral”, disse a deputada.

Educação financeira

O sistema de guarda implica que os pais discutam tudo o que é referente ao filho, inclusive a educação financeira. Neste caso, o professor de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas), José Eroni Fernandes, acredita que nenhuma das partes irá querer fazer o papel mais difícil: dizer ‘não’, o que levará a uma deseducação.

Isso porque, na visão de Fernandes, o que acontece é que quando os pais se separam eles se sentem devedores emocionais dos filhos, e acabam por compensá-los financeiramente. A melhor forma de dar esse tipo de educação é ter regras. “Educação financeira se dá com restrição”.

Ao ser questionado sobre se a mesada seria a melhor forma de dar dinheiro, no caso de pais com este tipo de guarda, ele afirmou que é uma possibilidade. “A mesada não deve ser só usada para aprender a gastar, mas poupar. Tem que haver regras: qual o destino deste dinheiro?”.

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Discussões sobre dinheiro

Os pais também devem tomar cuidado com as discussões sobre o dinheiro, principalmente no que diz respeito à pensão paga por uma das partes.

De acordo com a representante no Brasil da IAREP (International Association for Research in Economic Psychology), Vera Rita de Mello Ferreira, freqüentemente o conflito financeiro se encerra em outro assunto, como ressentimento, ciúme e sensação de abandono. Como a criança não é capaz de distinguir isso, acaba ficando com a imagem de que “estão brigando por causa de dinheiro” e caracterizando-o de forma ruim.

Sobre educação financeira, ela citou alguns pontos que os pais não podem deixar passar, estando juntos ou separados:

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