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Viagem antes das eleições: saiba qual o melhor momento para comprar dólar

Dólar atingiu a máxima do ano nesta quarta-feira, chegando a R$ 4,09

Dólar
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O dólar atingiu a máxima do ano na quarta-feira (22), chegando a R$ 4,09 nesta manhã, após a abertura do mercado. Em casas de câmbio, a moeda já é vendida por R$ 4,30 em espécie e R$ 4,50 em cartões pré-pago - no aeroporto de Cumbica (SP) um dólar chegou a ser vendido por R$ 4,70.

Um relatório da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado nesta quarta-feira (22) aponta que, em comparação com as eleições anteriores, o câmbio apresenta volatilidade bem mais expressiva até o momento quando comparado aos meses que antecederam as eleições de 2014, 2010 e 2006.

Este cenário não deve mudar até outubro: por conta da turbulência no cenário eleitoral, a tendência é que a taxa de câmbio siga volátil no curto prazo, “possivelmente como viés para depreciação adicional”, apontou o estrategista-sênior para Brasil do Rabobank, Mauricio Oreng, em relatório.

Quem já tem uma viagem marcada para este ano -- principalmente até o mês em que acontecem as eleições -- e ainda precisa comprar moedas estrangeiras fica sem escapatória e, certamente, pagará caro por elas.

“Não tem como escapar da alta nos próximos meses”, comentou Mauriciano Cavalcante, analista de câmbio da corretora Ourominas. O especialista reforça o apontado pela Anbima e Oreng, de que a volatilidade se manterá e que as futuras oscilações dependem dos resultados das pesquisas eleitorais.

"Se o Geraldo Alckmin (PSDB), agora o favorito do mercado, deslanchar nas pesquisas, a tendência é que o dólar recue para R$ 3,80. Caso contrário, ele deve permanecer na faixa dos R$ 4", disse.

Por outro lado, se o candidato do PT, Lula ou Fernando Haddad, crescer nas intenções de voto, o dólar subirá ainda mais e pode chegar até a casa dos R$ 4,20, segundo Mauriciano. "Não estamos acreditando que isso vá acontecer, a princípio", disse.

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Quando comprar?

Nas próximas semanas, ainda antes das eleições, Mauriciano aponta que o natural é que o dólar dê uma leve recuada após a máxima do ano. Essa queda é o momento de comprar. "Se o dólar chegar aos R$ 3,90, eu não esperaria mais e compraria", indicou. 

Ele recomenda também esperar o início das propagandas eleitorais em televisão e rádio, que começam no dia 31 de agosto. "Isso deve dar mais consistência para as pesquisas eleitorais e aí veremos como o câmbio vai se comportar", disse. 

Mas comprar de uma vez também não é uma boa: comprar pequenas quantias por vez é a forma de conseguir uma cotação média boa e driblar as altas. "Acompanhar as cotações e aproveitas os momentos de queda

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