13° salário: veja como usar o dinheiro para organizar as finanças e não entrar com dívida em 2023

Se o valor extra não for usado de forma planejada, pode desequilibrar ainda mais o orçamento de quem já enfrenta a indadimplência e o endividamento

Equipe InfoMoney

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O 13º salário é um direito do trabalhador que tem carteira assinada. E em um ano de endividamento recorde, com uma inadimplência alcançando 30% das famílias, o benefício é usado para aliviar a pressão no bolso, ainda mais no final do ano.

Se o valor extra não for utilizado de forma planejada, pode desequilibrar ainda mais o orçamento de quem já enfrenta a indadimplência e o endividamento.

Com as parcelas do benefício já depositadas em conta neste ano — a última foi disponibilizada nesta terça-feira (20) — veja o que é possível fazer a partir de recomendações dadas por Mara Marcondes, head de comunidade e engajamento da Quattro Investimentos.

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Veja as dicas:

1. Planeje o que vai fazer com o 13°

Os efeitos da pandemia ainda assombram muitas famílias que seguem lutando para conseguir recuperar o status “azul” no orçamento, diante de dívidas, do desemprego e da alta da inflação.

A especialista recomenda que o consumidor aproveite a entrada do 13° para fazer seu planejamento financeiro e avaliar quais são seus custos fixos, as despesas inesperadas e os gastos das festas de final de ano. Sem saber essas informações básicas, a destinação do recurso de forma incorreta pode até piorar seu fluxo financeiro.

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2. Quite as dívidas

Se no seu orçamento aparecerem dívidas de empréstimos, financiamentos, cheque especial, cartão ou mensalidades em atrasos, é sinal de que essa quantia do benefício pode ser aproveitada  para ajustar os pagamentos. Sair das dívidas deve ser a prioriadade para ter uma saúde financeira.

A especialista sugere negociar com cada credor o pagamento antecipado dos contratos, e se estiver em atraso, proponha um acordo para reduzir os juros e liquidar a dívida.

Mas, se os contratos estiverem em dia, opte por quitar os contratos de maior prazo e taxa de juros. O melhor é quitar as últimas parcelas, pois o desconto dos juros, em uma antecipação, amortiza os encargos, diminui o saldo da dívida e reduz o número de parcelas.

3. Antecipe o pagamento das despesas de início de ano

O ano começa e logo recebemos os boletos de IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, e tantas outras despesas que, se quitadas de forma antecipada, podem garantir um bom desconto.

E mesmo com taxa Selic em expectativa de alta, o que é muito interessante para os investidores, o CDI e a Poupança (índices que remuneram os investimentos mais conservadores), continuam em um patamar de rentabilidade menor, por isso, antecipar esses contratos com desconto poder ser muito atrativo, segundo Marcondes.

Quitar essas contas, ainda de acordo com a especialista, não vai aumentar as despesas mensais, geradas pelo parcelamento dos compromissos de início do ano.

4. Faça investimentos

Agora, se você não tem dívidas e está preparado para as despesas de início de ano, este é um ótimo momento para fazer uma carteira de investimentos ou ampliar seus investimentos.

Para começar suas aplicações, monte uma reserva de emergência, que deve compor no mínimo 3 a 6 vezes suas despesas mensais.

Segundo a especialista, para este tipo de investimento, o ideal é buscar aplicações que tenham menor grau de risco e maior liquidez, para o caso de resgate imediato, pois imprevistos acontecem e o melhor é estar preparado para eles.

Se você já investe tente equilibrar seu portfólio aplicando em diferentes categorias de investimentos para ir aumentando seu patrimônio.

5. Planeje seu próximo ano

Outra dica é aproveitar o 13° salário para realizar sonhos, seja o de fazer uma viagem, uma certificação profissional ou até mesmo um projeto que envolva a ampliação do patrimônio, a exemplo da compra de um imóvel. Tudo isso se o consumidor não tiver dívidas e estiver preparado financeiramente para as tradicionais contas de começo de ano.

A especialista recomenda que a pessoa avalie seu projeto e aproveite este dinheiro para realizá-lo, afinal, o dinheiro é um instrumento pelo qual se conquista uma melhor qualidade de vida para você e seus dependentes financeiros.

“Aproveite essas dicas e, lembre-se: o mais importante é se provocar para fazer aquilo que precisa ser feito, evite a procrastinação e efeitos ‘bola de neve’ em suas finanças”, diz Marcondes.