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A Vivara (VIVA3) trouxe um resultado do primeiro trimestre considerado positivo pela maioria dos analistas de mercado. A empresa do ramo de joias publicou seu resultado na última sexta-feira (5), após o fechamento do mercado. As ações, contudo, subiam 0,32% por volta das 11h30 (horário de Brasília) de hoje.
“Começando 2023 em alta. A Vivara apresentou outro sólido conjunto de resultados trimestrais, superando nossas projeções para as margens bruta e Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês] em 90 pontos-base e 80 pontos-base, respectivamente”, disse a equipe do Itaú BBA, chefiada por Thiago Macruz.
A receita bruta da Vivara cresceu 18,7% na base anual, para R$ 487,5 milhões, impulsionada principalmente pelo avanço da empresa na Life, seu segmento de prata – que teve sua receita crescendo 39,9% na mesma base, chegando a R$ 168 milhões. A margem bruta ficou em 34,5%.
“Life se destacou novamente, com crescimento anual de 39,9% na receita, apoiada por 42 novas lojas próprias nos últimos 12 meses. Como resultado, a margem bruta expandiu, enquanto maiores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A, na sigla em inglês), principalmente devido ao plano de expansão, levaram a uma ligeira contração da margem Ebitda”, fala o time do banco brasileiro.
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O Ebitda foi para R$ 80,1 milhões, um avanço de 13%, enquanto em termos ajustados foi a R$ 58 milhões, alta anual de 13,3%. A margem Ebitda ficou em 20,5%.
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“A Vivara reportou bons resultados no primeiro trimestre, com o lucro apoiado por boas tendências operacionais. Os resultados foram sustentados por um mix de margens mais rico, com vendas da Life mais altas, enquanto a expansão acelerada e serviços terceirizados continuaram a pesar no SG&A”, fala o time do JP Morgan, liderado por Joseph Giordano.
As despesas gerais e administrativas da companhia cresceram 37,5% no ano, chegando a R$ 58,3 milhões. As despesas com vendas avançaram 18,7%, para R$ 135 milhões.
O Santander, em relatório assinado por Eric Huang, vai na mesma linha.
“A expansão da Life continuou a impulsionar o crescimento da marca. O crescimento total das vendas foi de 16% ao ano, em linha com a nossa projeção e com o consenso. Margem bruta foi o destaque do trimestre. Por outro lado, a lucratividade foi prejudicada pela rápida expansão e desalavancagem operacional de um trimestre sazonalmente mais fraco”, disseram.
Na teleconferência de resultados, os executivos da empresa comentaram os highlights do período entre janeiro e março.
“A Life está sendo uma grata surpresa. Está performando acima do planejado e isso nos dá muito conforto para crescer ainda mais no modelo. Temos visibilidade maior do futuro e o que será a marca”, falou o diretor executivo (CEO) da companhia, Paulo Kruglensky.
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Quanto aos gastos, o diretor financeiro (CFO) da Vivara, Otavio Lyra, comentou que os próximos trimestres devem trazer alguma normalização, uma vez que o primeiro foi marcado por um número alto de reformas. Além disso, quando a empresa desacelerar em sua expansão, eles também aguardam uma melhora de margens.