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As ações da Vale (VALE3) seguem inseridas em uma estrutura técnica construtiva, às vésperas da divulgação do seu balanço trimestral, hoje (28), após o fechamento mercado. No entanto, passam por um momento de inflexão de preço no curto prazo após a recente tentativa de aproximação das máximas.
Nesta terça-feira (28), por volta das 11h15, o papel opera com queda de 0,75%, cotado a R$ 84,90. No último encerramento (27/4), a ação recuou 0,43%, terminando a R$ 85,45, devolvendo parte do movimento anterior e voltando a negociar na região das médias móveis.
Esse comportamento ocorre após um ciclo de valorização consistente, o que aumenta a probabilidade de movimentos de acomodação. Ainda assim, o ativo mantém a estrutura de alta no pano de fundo, sustentada pela sequência de topos e fundos ascendentes. O IFR (14) em 52,54 reforça o cenário de equilíbrio, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Dessa forma, o papel entra em um ponto técnico relevante, em que o comportamento do preço nessa faixa será determinante para indicar se o movimento atual representa apenas um pullback dentro da tendência principal ou o início de uma correção mais ampla.
Para entender até onde as ações da Vale (VALE3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Vale (VALE3)
No gráfico diário, observo que a Vale mantém tendência de alta, embora atravesse um movimento corretivo após testar regiões mais elevadas. O retorno à faixa das médias móveis indica perda momentânea de momentum, mas ainda dentro de uma estrutura tecnicamente saudável.

Para retomada do fluxo comprador, será fundamental observar entrada de volume que leve o ativo acima da resistência em R$ 86,50, o que pode abrir espaço para avanço até R$ 89,75 e, posteriormente, para novo teste da máxima histórica em R$ 91,62. Caso esse patamar seja rompido, o papel tende a ganhar tração adicional, com projeções em R$ 92,75, R$ 94,60 e R$ 96,90.
Por outro lado, a perda consistente da região das médias pode intensificar o movimento corretivo. Os primeiros suportes estão em R$ 84,89 e R$ 80,20, seguidos por R$ 74,06 e R$ 71,65. Abaixo dessas faixas, o ativo pode buscar a média de 200 períodos em R$ 67,50 e o suporte em R$ 65,70.
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“Assim, apesar do viés ainda positivo, vejo o curto prazo como decisivo: ou o ativo reage a partir das médias e retoma a tendência, ou abre espaço para uma correção mais ampla.”
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Análise de médio prazo
No gráfico semanal, a leitura permanece claramente construtiva. A Vale mantém tendência de alta no médio prazo, sustentada pela negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação positiva, além da formação consistente de topos e fundos ascendentes.

O ativo volta a se aproximar da máxima histórica em R$ 91,62, reforçando o fluxo comprador predominante. O IFR (14) em 63,11 permanece em zona neutra, indicando que ainda há espaço para continuidade da alta, sem sinais evidentes de exaustão.
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Para dar sequência ao movimento altista, será fundamental o rompimento da máxima histórica em R$ 91,62. Caso essa região seja superada com consistência, vejo potencial para projeções em R$ 94,45, R$ 100,00, R$ 105,82, R$ 110,00 e, em um cenário mais estendido, R$ 117,25.
Por outro lado, não descarto movimentos corretivos, especialmente após a valorização recente. A perda da região das médias no semanal pode levar o ativo a testar suportes em R$ 84,00 e R$ 74,06. Abaixo dessas faixas, o movimento pode ganhar força, com alvos em R$ 64,23, R$ 61,00, R$ 53,91 (média de 200 períodos) e R$ 45,16.
“Em resumo, sigo com uma leitura positiva para o médio prazo, mas com atenção elevada ao curto prazo, já que a reação nas médias deve definir se a tendência será retomada com força ou se o ativo entrará em uma fase de ajuste mais prolongada.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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