Tenda e MRV: após queda de 30% em 2024, BBI mantém compra e vê potencial de alta de 90% para ações

Analistas da casa cortaram preço-alvo de ativos, mas seguem com visão positiva; Direcional é preferida

Equipe InfoMoney

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As ações da MRV (MRVE3) registravam queda de 30,72% em 2024 até a sessão de quinta-feira (18), enquanto Tenda (TEND3) tinha baixa ainda maior, de 35,6%, essa última após ser destaque de ganhos em 2023, levando a questionamentos sobre se a tese positiva de investimentos de muitas casas de análise para as duas construtoras se mantém.

Em relatório, o Bradesco BBI ajustou as expectativas para as duas construtoras, reduzindo o preço-alvo para MRV de R$ 17 para R$ 15 (ainda um potencial de alta de 93% em relação ao fechamento de quinta) e o target de Tenda de R$ 21 para R$ 18 (upside de 88%), mantendo recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para ambos os ativos.

As revisões para baixo do preço-alvo ocorrem após discussões recentes no mercado sobre resultados financeiros piores prejudicando a linha de lucro líquido em 2024 e 2025.

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Apesar de um corte acentuado no lucro por ação estimado para 2024 (cerca de 50% em média), a tese de investimento do banco, que mostra um aumento significativo, permanece estruturalmente a mesma para Tenda e MRV, com base nas estimativas de lucro por ação para 2025 e além. “Para 2025, acreditamos que o nosso corte de aproximadamente 22% no lucro por ação estimado está mais do que incorporado no desempenho recente do preço das ações (mais de 30% de queda no acumulado do ano)”, avaliam os analistas.

O BBI vê TEND3 sendo negociada a 3,8 vezes o múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) esperado para 2025 e MRVE3 a 5,4 vezes. Ambas as histórias carregam seu próprio conjunto de opcionalidades positivas que ainda devem ser refletidas no potencial de valor percebido de cada empresa (Resia da MRV; Alea e RET1 da Tenda).

Para baixa renda, contudo, o banco vê Direcional (DIRR3) como a sua principal escolha no segmento voltado à baixa renda, um player premium negociado a 6,8 vezes o múltiplo P/L esperado para 2024 e 5,6 vezes o P/L para 2025, que considera o melhor equilíbrio entre risco e retorno no segmento.

“Entre Tenda e MRV, vemos uma disputa acirrada, mas tendemos a ver o upside da Tenda como mais tangível no curto prazo, apresentando um desconto no múltiplo P/L para 2025 maior, confiando mais na evolução de seus projetos MCMV [Minha Casa Minha Vida] e sendo menos dependente da imprevisibilidade macroeconômica dos EUA”, avalia a equipe de análise.

“Continuamos otimistas quanto às perspectivas para a construção de moradias de baixa renda em 2024 e esperamos que a dinâmica positiva do faturamento e da margem bruta seja a principal alavanca para todos os nomes, com alavancagem operacional significativa para o lucro por ação da Tenda e da MRV em 2025 e além, desbloqueando, em última análise, o potencial de valorização que atualmente está sendo severamente questionado pelo mercado”, conclui.