MRV (MRVE3): Santander reduz preço-alvo para ação após turbulência na Bolsa, mas mantém compra

Banco, contudo, reconhece que o desempenho das ações da construtora deve permanecer fraco até o Investor Day

Equipe InfoMoney

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Maior queda do Ibovespa em 2024 até o momento com queda de cerca de 30%, a MRV (MRVE3) teve as suas projeções alteradas pelo Santander.

O banco revisou para baixo suas estimativas para o lucro líquido da construtora em 35% para 2024 e em 20% para 2025, considerando: uma recuperação mais lenta do que o esperado nas margens brutas da companhia; e maior recorrência nas vendas de recebíveis, o que deverá impactar negativamente as despesas financeiras da construtora.

A recomendação para MRV foi mantida como outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente a compra) por conta de melhorias operacionais e um valuation ainda atraente (deve ficar em 4,9 vezes o múltiplo Preço por Lucro em 2025), mas o Santander reconhece que o desempenho das ações da construtora deve permanecer fraco até a divulgação de uma nova projeção (guidance) pela MRV durante o Investor Day de 2024.

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O preço-alvo foi cortado de R$ 16 para R$ 13,50, mas ainda representando um potencial de valorização de cerca de 74% ante o fechamento da última terça-feira (16).

A recuperação mais lenta do que o esperado nas margens brutas é explicada pelo fato de que a construtora atrasou o início das obras de alguns empreendimentos, como forma de diminuir o consumo de caixa e evitar o descumprimento de compromissos financeiros.

“Consequentemente, os projetos legados devem continuar desempenhando um papel relevante no mix de receitas no curto prazo, uma vez que a maioria desses projetos está quase 100% vendida”, afirmam os analistas Fanny Oreng, Antonio Castrucci, e Matheus Meloni, em relatório enviado a clientes.

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Além disso, o Santander estima que a MRV deve continuar utilizando o instrumento de vendas de recebíveis para financiar a construção de projetos legados. Como resultado, a expectativa do é de que as vendas de recebíveis totalizem cerca de R$ 300 milhões a R$ 350 milhões por trimestre até o final de 2025.

Como potencial risco positivo para as estimativas, o banco menciona o programa Pode Entrar e o benefício fiscal Regime Especial de Tributação do Patrimônio de Afetação (RET1). “Dado que não há certeza de quando esses eventos poderiam ocorrer, não incluímos em nossas estimativas”, ponderam os analistas.

As ações registram fortes baixas do ano em meio a revisões para baixo dos analistas e às especulações de que a companhia reduziria o guidance para o ano.

Sobre o tema, na noite da véspera a MRV esclareceu que não reconhece a veracidade de informações que circularam na mídia de que a empresa teria reduzido suas projeções para 2024.

A companhia ressaltou que não forneceu qualquer projeção formal ao mercado e que não há qualquer revisão interna sobre a expectativa de margem bruta para o ano de 2024. A MRV ainda negou que tenha promovido ou participado de qualquer evento fechado com na semana do dia 11 de janeiro de 2024, “sendo infundado e inverídico o boato veiculado sobre eventual divulgação de informação privilegiada”, disse.

(com Estadão Conteúdo)