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Analistas do Itaú BBA e do JPMorgan saíram com uma avaliação positiva após visitarem as operações da Tenda (TEND3) em Ribeirão Preto, onde conheceram os canteiros de obras da Alea e participaram de reuniões com a administração para discutir os avanços do plano de recuperação da subsidiária.
Na avaliaçaõ do time do BBA, liderado por Elvis Credendio, a visita reforçou a percepção de que a recuperação da Alea segue conforme o planejado. O banco destaca as melhorias operacionais e a redução de custos estão evoluindo em linha com o cronograma da administração.
Por volta das 14h (horário de Brasília) desta quarta-feira (1), as ações da construtora subiam 1,70%, cotada a R$ 37,17.
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Para o BBA, a implementação bem-sucedida da produção de quatro casas por dia no primeiro polo de construção, somada à próxima etapa de otimização, que prevê a redução do quadro de funcionários nos canteiros, aumenta a confiança do Itaú BBA de que a Alea poderá atingir o equilíbrio do fluxo de caixa operacional.
O banco também ressaltou o bom momento da operação tradicional da Tenda, impulsionado pelo crescimento dos lançamentos, forte velocidade de vendas, margens brutas elevadas e geração de fluxo de caixa livre. Mesmo após a valorização de 57% das ações em 2026, o Itaú BBA segue vendo a companhia como uma das principais oportunidades de investimento no segmento de habitação popular.
A equipe do JPMorgan, chefiada por Marcelo Motta, também afirmou que a visita reforçou uma visão positiva sobre a companhia, refletindo os esforços da Alea para aumentar a eficiência operacional e a produtividade. Apesar disso, o JPMorgan acredita que a operação ainda não deverá gerar fluxo de caixa livre (FCF) positivo antes do fim deste ano.
Segundo o banco, a meta da Alea é alcançar um ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) semelhante ao da operação tradicional da Tenda, mesmo operando com margem bruta entre 2 e 3 pontos percentuais inferior. O JPMorgan destaca ainda que a Tenda negocia atualmente a 5,3 vezes o lucro estimado para 2027 (P/L), abaixo de Cury (CURY3), com 7,3 vezes, e Direcional (DIRR3), com 6,8 vezes.
Ao fim da visita, Itaú BBA e JPMorgan reiteraram recomendação equivalente à compra para as ações da Tenda. O preço-alvo definido pelo Itaú BBA é de R$ 43, enquanto o JPMorgan projeta R$ 48,50 por ação.

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Modelo de negócios busca maior produtividade
O JPMorgan explica que o modelo operacional da Alea é dividido em três grandes etapas: fundação, montagem e acabamento. É justamente na fase de acabamento que estão concentrados os principais desafios atuais, especialmente em áreas molhadas, tetos e acabamento de paredes.
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O objetivo da empresa é que cada polo de construção produza cerca de 1.000 unidades por ano, com aproximadamente 48 funcionários, ante cerca de 85 atualmente. Isso elevaria o índice de produtividade para 0,55, equivalente à construção de quatro casas por dia, com potencial de avanço adicional conforme os processos se tornem mais eficientes.
A mão de obra é organizada por especialidades, como instalações hidráulicas e elétricas, e a remuneração é vinculada às tarefas concluídas, modelo que, segundo a companhia, contribui para manter as equipes motivadas.
O banco destaca ainda que os custos de mão de obra nos canteiros representam 21% do custo total das unidades, bem abaixo dos 44% observados na construção convencional.
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No curto prazo, a Alea pretende lançar projetos enquadrados nas Faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida. Em um horizonte mais longo, a empresa também poderá atuar como prestadora de serviços de construção para terceiros, aproveitando sua eficiência operacional em empreendimentos horizontais.
Crescimento deve acelerar após melhora da rentabilidade
A administração reiterou que a prioridade é melhorar a rentabilidade da Alea antes de acelerar o ritmo de lançamentos.
Após atingir a meta de redução de custos até o fim de 2026, o foco passará a ser ampliar a escala das operações para elevar a lucratividade. A companhia continuará adquirindo terrenos para sustentar seu pipeline de médio prazo e pretende inaugurar um terceiro polo de construção na região de Campinas no início de 2027. A expectativa é que cada novo polo leve cerca de um ano para alcançar o mesmo nível de eficiência operacional observado atualmente em Ribeirão Preto.
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A produção deve atingir entre 3 mil e 4 mil unidades em 2027, permitindo que a Alea alcance o equilíbrio do fluxo de caixa ao longo do ano e eleve o ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) para patamares ligeiramente inferiores aos da operação tradicional da Tenda até o fim de 2027.
Além disso, a administração destacou que o desempenho das vendas continua forte, indicando espaço para novos reajustes de preços. A empresa também pretende lançar protótipos de empreendimentos enquadrados nas Faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida em 2027.
Industrialização reduz custos e melhora fluxo de caixa
O JPMorgan destacou ainda o avanço da industrialização da construção, com a produção em fábrica de kits hidráulicos, elétricos e painéis de distribuição de energia, que antes eram montados nos próprios canteiros.
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Segundo o banco, outro diferencial é que a Caixa Econômica Federal (CEF) já realiza a medição das obras diretamente na fábrica, o que contribui para reduzir a necessidade de capital de giro e melhora a geração de fluxo de caixa livre.