Goldman Sachs aposta em 3 ações brasileiras para surfar a demanda por climatização

Combinação de ondas de calor e das expectativas de um "super El Niño" tende a acelerar os investimentos em soluções de adaptação às mudanças climáticas,

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Homem lava o rosto para se refrescar durante onda de calor em Madri, na Espanha, em 23 de junho de 2026. REUTERS/Mohammed Salem
Homem lava o rosto para se refrescar durante onda de calor em Madri, na Espanha, em 23 de junho de 2026. REUTERS/Mohammed Salem

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O Goldman Sachs avalia que a combinação de ondas de calor e das expectativas de um “super El Niño” tende a acelerar os investimentos em soluções de adaptação às mudanças climáticas, especialmente em sistemas de climatização, infraestrutura elétrica e construção.

Segundo o banco, o aumento da frequência de temperaturas extremas está mudando a forma como famílias, empresas e governos encaram esses eventos. Em vez de tratá-los como fenômenos temporários, a tendência é que sejam vistos como riscos permanentes, incentivando investimentos preventivos para reduzir seus impactos.

Na avaliação do Goldman Sachs, os principais setores beneficiados por esse movimento são os de climatização (HVAC), geração, transmissão e distribuição de energia, materiais de construção e tecnologias de geolocalização e mapeamento, que devem registrar maior demanda à medida que cresce a necessidade de adaptação ao calor extremo.

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O relatório também analisa como o aumento da utilização de sistemas de climatização pode elevar o consumo de energia em diferentes regiões do mundo. Para o banco, esse cenário favorece empresas expostas tanto ao mercado de ar-condicionado quanto à infraestrutura necessária para garantir a confiabilidade do fornecimento de eletricidade.

Além das mudanças climáticas, o Goldman Sachs aponta que a expansão da inteligência artificial (IA), o envelhecimento da infraestrutura, o reshoring (estratégia empresarial de trazer de volta para o país de origem os processos produtivos que antes haviam sido transferidos para o exterior) e as transformações demográficas reforçam a necessidade de novos investimentos em energia, água, logística e redes de infraestrutura, criando oportunidades estruturais para diversos setores da economia.

Nesse cenário, o Goldman Sachs selecionou 42 ações globais com recomendação de compra (Buy) que considera bem posicionadas para capturar esse movimento.

Três apostas no Brasil

Entre as empresas brasileiras, o banco destaca Eneva (ENEV3), pela exposição à geração de energia térmica e a gás natural; Energisa (ENGI11), pela atuação em distribuição de energia; e Equatorial (EQTL3), que opera de forma integrada nos segmentos de distribuição e transmissão de energia.

Destaques globais

Nos Estados Unidos, a lista inclui empresas de geração e infraestrutura elétrica, como Vistra, American Electric Power (AEP), PG&E, Xcel Energy e NRG Energy, além de fabricantes de equipamentos de climatização, como Carrier, Johnson Controls e Lennox International. Também aparecem companhias ligadas à expansão da infraestrutura elétrica, como GE Vernova e Quanta Services.

Na Europa, o banco cita Siemens Energy, Prysmian, Carel Industries, Ørsted, Vestas Wind Systems, Solaria e Ceres Power, enquanto, na Ásia, figuram nomes como Midea Group, Hisense, Hitachi, Power Grid Corporation of India, NTPC, LONGi, NARI Technology, Sieyuan Electric e Havells India.

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Para o Goldman Sachs, essas empresas devem ser favorecidas pela combinação entre o aumento da demanda por refrigeração, impulsionado pelas temperaturas extremas, e a necessidade crescente de investimentos para tornar as redes elétricas mais resilientes e confiáveis.