Conteúdo editorial apoiado por

Suzano (SUZB3): Após sete sessões em queda, até onde podem ir as ações?

Sequência reforça domínio dos vendedores no curto prazo e coloca o papel diante de suportes relevantes; movimento mais esticado e sobrevenda, porém, aumentem possibilidade de repique técnico

•

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

A Suzano (SUZB3) aprofundou o movimento de baixa ao encerrar a última sessão, nesta quinta-feira (1), em queda de 1,99%, cotada a R$ 43,32, e completar a sétima baixa consecutiva. Essa sequência reforça o domínio dos vendedores no curto prazo e coloca o papel diante de suportes relevantes, embora o movimento mais esticado e a sobrevenda aumentem a possibilidade de um repique técnico.

A deterioração também aparece no horizonte semanal. SUZB3 recua 3,73% na semana e acumula desvalorização de 15,79% em 2026. O papel permanece pressionado na região das médias móveis e ainda não apresenta uma formação capaz de confirmar a retomada do fluxo comprador.

O cenário principal, portanto, continua baixista nos dois horizontes. No gráfico diário, a perda de R$ 42,90 poderá abrir espaço para R$ 40,40/R$ 39,17. No semanal, a região de R$ 40,11 representa o suporte mais importante para evitar uma correção mais ampla. Uma eventual reação precisará recuperar inicialmente as médias móveis e, posteriormente, vencer resistências superiores para alterar essa leitura.

Continua depois da publicidade

Suzano (SUZB3): análise de curto prazo — gráfico diário

Pelo gráfico diário, observo que a Suzano mantém uma estrutura baixista depois de acumular sete quedas consecutivas. Na última sessão, a ação recuou 1,99%, aos R$ 43,32, depois de oscilar entre a mínima de R$ 42,90 e a máxima de R$ 44,55.

O papel perdeu uma faixa que anteriormente havia atuado como resistência e, após o rompimento, passou a funcionar como suporte — uma região de bipolaridade. A confirmação abaixo desse nível reforça a fragilidade da estrutura e exige atenção para a possibilidade de continuidade das vendas. Por outro lado, uma recuperação rápida da faixa perdida poderia favorecer um repique após a sequência negativa.

A pressão é confirmada pela negociação abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. No gráfico, essas referências aparecem próximas de R$ 45,13, R$ 46,57 e R$ 46,99, respectivamente. O afastamento do preço em relação às médias evidencia a intensidade do movimento vendedor, mas também mostra que a queda está mais esticada.

Continua depois da publicidade

No campo negativo, acompanho inicialmente a mínima da última sessão em R$ 42,90. A perda desse nível poderá renovar a pressão vendedora e levar SUZB3 para R$ 40,40 e R$ 39,17. Abaixo dessa faixa, os próximos suportes aparecem em R$ 36,95 e R$ 34,70.

Apesar da predominância vendedora, considero importante acompanhar a possibilidade de uma correção das baixas. O IFR de 9 períodos está em 27,88 pontos, dentro da região de sobrevenda. A sequência de quedas, o afastamento das médias e a leitura do indicador favorecem a possibilidade de um repique, mas ainda não representam um sinal consistente de reversão.

Para iniciar uma recuperação, o papel precisará retomar inicialmente a região das médias móveis, concentradas entre R$ 45,13 e R$ 46,99. Acima dessa faixa, as resistências aparecem em R$ 47,00, R$ 48,74, R$ 49,60, R$ 52,32 e R$ 54,54.

Continua depois da publicidade

Minha leitura de curto prazo permanece baixista enquanto SUZB3 negociar abaixo das médias. Um repique poderá ocorrer diante da sobrevenda, mas a recuperação precisará ser confirmada pela retomada das referências técnicas. No sentido contrário, a perda de R$ 42,90 aumentará o risco de uma nova etapa da correção.

Suportes: R$ 42,90; R$ 40,40/R$ 39,17; R$ 36,95; R$ 34,70.

Resistências: região das médias em R$ 45,13/R$ 46,99; R$ 47,00; R$ 48,74; R$ 49,60; R$ 52,32; R$ 54,54.

Continua depois da publicidade

Gráfico diário da Suzano (SUZB3) mostra a ação abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, após completar a sétima queda consecutiva, com suporte imediato em R$ 42,90. Fonte: Nelogica.

Confira nossas análises:

Suzano (SUZB3): análise de médio prazo — gráfico semanal

No gráfico semanal, observo que a Suzano também mantém uma estrutura técnica pressionada. A ação é negociada a R$ 43,32, recua 3,73% na semana e acumula queda de 15,79% em 2026, sem apresentar até o momento um sinal consistente de reversão.

O ativo está na região das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas permanece abaixo da média de 200 períodos, localizada perto de R$ 49,36. A média mais curta aparece em torno de R$ 44,96, enquanto a média de 21 períodos está próxima da cotação atual, em R$ 43,32. A configuração mostra que a reação observada anteriormente perdeu força e que os vendedores voltaram a pressionar o papel.

O IFR de 14 períodos está em 43,37 pontos, dentro da zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. Diferentemente do gráfico diário, o indicador semanal ainda deixa espaço para a continuidade das quedas caso os suportes sejam rompidos.

No campo negativo, o primeiro ponto de atenção aparece em R$ 43,18. Abaixo dessa referência, considero R$ 40,11 o suporte mais importante para a manutenção da estrutura atual. Sua perda com aumento do volume vendedor poderá intensificar o movimento de baixa e abrir caminho para R$ 37,17 e R$ 34,70. Em uma extensão da correção, o próximo objetivo aparece em R$ 31,44.

Para começar a alterar esse cenário, SUZB3 precisa retomar as médias móveis e superar inicialmente R$ 48,74, região próxima da média de 200 períodos. Acima desse patamar, o papel poderá buscar R$ 52,32, seguido por R$ 59,64, R$ 63,65 e, em um movimento mais amplo, R$ 70,30.

Minha leitura de médio prazo continua favorável aos vendedores. A permanência abaixo das médias e de R$ 48,74 mantém a recuperação limitada, enquanto a perda de R$ 40,11 poderá aprofundar a correção. Uma mudança mais consistente dependerá da retomada das médias e do rompimento das resistências superiores com entrada de volume comprador.

Suportes: R$ 43,18; R$ 40,11; R$ 37,17; R$ 34,70; R$ 31,44.

Resistências: região das médias móveis; R$ 48,74; R$ 52,32; R$ 59,64; R$ 63,65; R$ 70,30.

Legenda: Gráfico semanal da Suzano (SUZB3) mostra o papel pressionado na região das médias móveis, com queda de 15,79% em 2026 e suporte relevante em R$ 40,11. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

Autor avatar
Rodrigo Paz
Mercados | Economia | Investimentos