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Eleições podem destravar o Ibovespa? Confira o que esperar em semana decisiva

Com o primeiro turno no radar, investidores acompanham com cautela um Ibovespa lateralizado e pressionado por duas semanas consecutivas de queda.

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Os mercados entram em uma semana com potencial de aumento da volatilidade, especialmente no Brasil. A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 4 de outubro, tende a elevar a cautela dos investidores. Dependendo da configuração do resultado, o período posterior à votação poderá trazer oscilações ainda mais intensas.

Esse cenário ganha relevância porque o Ibovespa permanece lateralizado após a forte recuperação iniciada nos 164.835 pontos. O resultado eleitoral poderá funcionar como gatilho para a saída desse movimento de consolidação, mas a direção ainda dependerá da reação do mercado. Por isso, considero importante acompanhar tanto o comportamento do volume quanto o rompimento dos principais suportes e resistências.

O Ibovespa recuou 0,95% na semana, aos 183.476 pontos, e completou o segundo período consecutivo de queda. O dólar futuro avançou 0,62%, mas permanece próximo da média móvel de 200 períodos. No exterior, a Nasdaq renovou sua máxima histórica nos 27.288 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,13% e completou a segunda semana seguida de valorização.

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O Bitcoin, por sua vez, iniciou uma correção após alcançar os US$ 87.395. Apesar da realização recente, a criptomoeda continua acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e dos US$ 80.000, preservando uma estrutura técnica favorável no curto prazo.

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Análise técnica do Ibovespa

No gráfico diário, observo que o Ibovespa ampliou o movimento de correção e completou a segunda semana consecutiva de queda. O índice recuou 0,95%, aos 183.476 pontos, depois de perder força na região dos 189.487 pontos.

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Na última sessão, o Ibovespa caiu 0,27%, também aos 183.476 pontos, e acumulou a terceira baixa consecutiva. O índice passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mostra enfraquecimento no curto prazo e exige atenção para a possibilidade de continuidade da pressão vendedora.

Apesar da correção, o movimento mais amplo ainda reflete a recuperação iniciada nos 164.835 pontos, após a máxima histórica de 199.354 pontos, registrada em abril. Em 2026, o Ibovespa acumula valorização de 13,87%, abaixo do ganho superior a 23% alcançado no topo do ano.

O IFR (14), em 53,81 pontos, permanece na zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. O índice também continua em um movimento predominantemente lateral, o que reforça a importância dos próximos rompimentos.

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Para retomar o fluxo comprador, considero necessário recuperar as médias móveis e superar a resistência em 189.487 pontos. Acima desse nível, o próximo objetivo aparece nos 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.

Do lado vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 183.240/178.000 pontos e, posteriormente, em 177.300/164.835 pontos. A perda dessas faixas poderá ampliar a correção, com objetivos em 161.745/153.570 pontos e, em um movimento mais extenso, nos 147.575 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

No gráfico diário, observo que o dólar futuro encerrou a semana com alta de 0,62%, aos 5.189,5 pontos, mas continua dentro de um movimento mais lateral.

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O contrato negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e se aproxima da média de 200 períodos, que permanece como uma resistência importante. Na última sessão, o dólar futuro recuou 0,17%, também aos 5.189,5 pontos. O IFR (14), em 55,31 pontos, segue na zona neutra.

Para retomar o movimento de baixa, o contrato precisa perder os suportes em 5.156/5.093,5 pontos. Abaixo dessa região, os próximos objetivos aparecem em 5.046/4.992 pontos, com alvos mais longos em 4.910/4.842 pontos.

Para prolongar o fluxo comprador, considero necessário superar inicialmente as resistências em 5.234/5.268,5/5.383,5 pontos. Acima dessa faixa, projeto objetivos em 5.446/5.614 pontos e, posteriormente, em 5.669,5/5.795,5 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica da Nasdaq

Na Nasdaq, observo a manutenção do fluxo comprador, com o índice renovando sua máxima histórica nos 27.288 pontos durante a última semana.

Na sessão mais recente, a Nasdaq avançou 0,48%, aos 27.068 pontos, e permaneceu acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Em setembro, o índice acumula valorização de 2,65% e continua próximo de seu recorde.

Para prolongar o movimento de alta, considero necessário superar a máxima histórica de 27.288 pontos. O rompimento desse nível poderá abrir espaço para objetivos em 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, em 28.330/29.000 pontos.

No campo vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 26.720/25.910/25.260 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 24.425/24.200 pontos. Caso essa segunda faixa também seja rompida, vejo espaço para uma correção até 23.320/22.500 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 avançou 1,13% na última semana e completou o segundo período consecutivo de valorização. No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis e rompeu a resistência da formação semelhante a uma bandeira, reforçando a possibilidade de continuidade da alta.

Em setembro, o S&P 500 acumula valorização de 0,69% e está cotado a 7.742 pontos, novamente próximo da máxima histórica de 7.815 pontos.

Para prolongar o movimento comprador, considero necessário superar inicialmente os 7.765 pontos e, posteriormente, o recorde de 7.815 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 7.955/8.110 pontos e, na sequência, em 8.325/8.605 pontos.

Do lado vendedor, acompanho os suportes em 7.670/7.580/7.500 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar a correção até 7.285/7.222 pontos. Abaixo desses níveis, o índice poderá buscar os 7.045 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

No gráfico diário, observo que o Bitcoin atravessa um movimento de correção após a forte alta que levou a criptomoeda até os US$ 87.395.

O ativo chegou a superar os US$ 87.000 com entrada de volume, mas perdeu força a partir dessa região. Mesmo com a realização recente, permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e dos US$ 80.000, preservando uma estrutura positiva no curto prazo.

Para retomar o movimento comprador, considero necessário superar inicialmente a resistência em US$ 87.395 e, posteriormente, os US$ 91.225. Acima dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em US$ 97.925/US$ 100.000, com alvos mais longos em US$ 106.015/US$ 110.540.

Para prolongar a correção, o Bitcoin precisa perder os suportes em US$ 81.175/US$ 74.965/US$ 67.280. Nesse cenário, acompanho as próximas regiões em US$ 62.275/US$ 57.800, com objetivos mais longos em US$ 52.550/US$ 49.000.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

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Rodrigo Paz
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