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A empresa de meios de pagamento Stone (BDR: STOC34) aprovou nesta terça-feira (14) o pagamento de dividendo extraordinário de cerca de R$ 3,1 bilhões, o que representa um dividend yield (rendimento de dividendos) de cerca de 17% considerando o preço de fechamento da véspera, com pagamento previsto para 4 de maio e data de corte em 24 de abril, referente à venda da Linx já anunciada anteriormente. Às 10h50, os papéis da companhia subiam 4,05%, a R$ 75,75.
Além disso, a companhia aprovou a emissão de cerca de 3,8 milhões de ações ligadas ao plano de incentivo de longo prazo, com definição final prevista após a liquidação dos dividendos.

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Na avaliação do Bradesco BBI, somando os dividendos da venda da Linx e o programa de recompra de ações de até R$ 2 bilhões já anunciado, a Stone deve distribuir cerca de R$ 5,1 bilhões ao total, o que implica um retorno potencial de aproximadamente 28%.
O banco mantém recomendação outperform para o papel, destacando a avaliação ainda descontada, em torno de 5,3 vezes o lucro projetado para 2026.
Apesar disso, o BBI adota uma visão mais cautelosa no curto prazo, citando ambiente competitivo mais desafiador, menor dinamismo de crescimento e possível ritmo mais lento de cortes de juros, fatores que podem pressionar os resultados no 1T26.
Segundo o Goldman Sachs, embora o retorno de capital já fosse amplamente esperado pelo mercado, o pagamento único deve ser bem recebido. Por outro lado, o banco avalia que essa medida elimina um catalisador positivo relevante, em um momento em que as tendências operacionais da companhia vêm mostrando desaceleração. Ainda assim, a recomendação segue de compra, sustentada pelo desconto de valuation do papel.
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O dividendo extraordinário equivale a cerca de 16% do valor de mercado da companhia, atualmente em torno de R$ 19 bilhões. Somado ao programa de recompra de ações de até R$ 2 bilhões anunciado anteriormente, o retorno total ao acionista pode chegar a aproximadamente 26% do valor de mercado, o maior da cobertura do banco.
Em termos de valuation, a Stone negocia a 6,4 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo da média histórica de três anos de 8,6 vezes, o que, na visão do banco, parece razoável diante de um crescimento anual composto de lucro por ação de 14% entre 2025 e 2028. O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20.
Corte das estimativas
Após os resultados do 4T25, o JPMorgan reduziu suas estimativas de lucro ajustado da Stone para 2026 em 6%, para R$ 2,556 bilhões, o que representa alta de 3% na comparação anual. Para 2027, o banco também reduziu a projeção em 7%, para R$ 2,84 bilhões, ainda com crescimento de 11% no ano.
Com isso, as estimativas do JPMorgan ficam cerca de 3% abaixo do consenso do mercado para 2026 e 4% abaixo para 2027. O banco destaca que, apesar dos cortes, o cenário ainda aponta expansão de lucros nos próximos anos, embora em ritmo mais moderado.
Diante da revisão, o JPMorgan reduziu o preço-alvo para dezembro de 2026 de US$ 21 para US$ 20 por ação, mantendo recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), indicando visão positiva para o papel no médio prazo.