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O governo federal publicou o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos, na tentativa de preservar o acesso da carne bovina brasileira à União Europeia (UE).
A partir de 3 de setembro, o bloco passa a exigir garantia de que os animais destinados à exportação nunca receberam antimicrobianos ao longo da vida. Sem comprovação, o Brasil segue fora da lista de países habilitados. A adesão é voluntária, mas indispensável para quem quer vender à UE — e, apesar do prazo, ainda não há propriedades certificadas.
Na avaliação da Genial Investimentos, a medida confirma a tese já defendida pela corretora e não altera suas estimativas, recomendações ou preços-alvo para as empresas do setor.
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Segundo o analista Luca Vello, em relatório publicado no início de junho, já existiam dois caminhos técnicos para que o Brasil recuperasse o acesso ao mercado europeu: ampliar as restrições ao uso de antimicrobianos ou implementar um sistema de rastreabilidade capaz de comprovar que os animais destinados à exportação nunca utilizaram essas substâncias. O protocolo divulgado pelo governo representa justamente a implementação dessa segunda alternativa.
Apesar do avanço, a Genial alerta que a medida não será suficiente para evitar a interrupção das exportações prevista para 3 de setembro. Isso porque ainda não há propriedades certificadas, e o prazo para adaptação é considerado curto.
Na visão da casa, o novo protocolo cria as condições para uma retomada gradual das exportações à medida que os produtores obtenham a certificação, um processo que deve levar meses. Com isso, permanece válida a expectativa de um período de aproximadamente três meses para que frigoríficos e pecuaristas realoquem volumes e renegociem embarques. Para a Genial, o fator decisivo para a normalização das exportações será a velocidade com que as propriedades conseguirem ser certificadas.

