Israel permitirá entrada de força internacional em Gaza, diz autoridade

O gabinete de segurança ‌de Netanyahu aprovou no domingo o marco legal que permitirá a entrada da força em Gaza

Reuters

Palestinos deslocados se abrigam em um acampamento de tendas em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Haseeb Alwazeer/Foto de arquivo
Palestinos deslocados se abrigam em um acampamento de tendas em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Haseeb Alwazeer/Foto de arquivo

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Israel permitirá que uma ⁠força de segurança multinacional entre em Gaza, conforme ⁠proposto no plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, para o território, afirmou uma autoridade israelense neste domingo, um dia antes do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, partir para Washington.

O gabinete de segurança ‌de Netanyahu aprovou no domingo o marco legal que permitirá a entrada da força em Gaza, disse a autoridade. Netanyahu deve partir para Washington na segunda-feira e tem um encontro marcado com Trump na terça-feira.

A autoridade informou que a missão, denominada Força Internacional de Estabilização, incluirá 200 membros de “países ⁠amigos, ‌como Uganda e Marrocos”, que serão destacados em áreas que não ⁠estão sob controle israelense. Cada contingente precisa de aprovação individual de Israel para entrar em Gaza.

Não ficou claro quando as forças serão mobilizadas.

Grande parte de Gaza continua em ruínas após dois anos de ofensiva israelense desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de ​outubro de 2023.

Após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro, Trump apresentou um plano de paz para Gaza que previa ​um aumento na ajuda humanitária, a administração civil por tecnocratas palestinos, o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.

Mas o plano estagnou e o grupo de tecnocratas, conhecido como Comitê Nacional para a Administração de Gaza, permaneceu fora de Gaza.

Israel controla efetivamente cerca de ‌64% de Gaza, enquanto quase toda a sua ​população de 2 milhões de pessoas vive em uma faixa estreita de terra no litoral sob controle do Hamas, principalmente em barracas improvisadas ou prédios destruídos e enfrentando condições precárias.

Até ⁠o momento, o Hamas ​se recusou a ​depor as armas, e Israel afirmou que ampliará sua área de controle em Gaza para 70% ⁠do enclave, onde continua realizando ataques ​militares quase diariamente.

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O plano de Trump incluía um Conselho de Paz como autoridade internacional abrangente responsável pela implementação do quadro de paz. Ele supervisionaria a força de ​segurança, entre outras funções.

O conselho está planejando uma zona humanitária piloto para os habitantes de Gaza como forma de dar ​início ao plano paralisado ⁠do presidente dos EUA, afirmou um representante do conselho neste mês.

Nickolay Mladenov, enviado de Trump ao ⁠Conselho de Paz para Gaza, acolheu com satisfação a decisão israelense.

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“É uma parte essencial do quadro acordado para estabilizar Gaza, apoiar a desmilitarização e possibilitar a transição para uma administração transitória palestina eficaz sob a @NCAG”, disse ele no X, referindo-se ao órgão de administração civil palestino.