Preços atuais do cimento não deverão diminuir, aponta Sindicato

Segundo o presidente do SNIC, Sérgio Maçães, atualmente o Brasil tem o produto mais barato do continente

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – De acordo com o presidente do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), Sérgio Maçães, os preços atuais do cimento não deverão baixar, pelo fato de as indústrias do setor serem afetadas pelo custo do petróleo e da energia elétrica.

Conforme divulgou a Agência Brasil, Maçães afirmou que o Brasil tem o cimento mais barato do continente. “O preço representa hoje de 5% a 8% do que era há cinco anos, o que não aconteceu com nenhum outro produto”.

Não haverá falta do produto

A respeito de uma possível falta de cimento no mercado brasileiro, por conta da grande procura, o presidente do SNIC garantiu que ela ocorre apenas em pontos isolados do País.

“A indústria nacional de cimento terá condições de atender a demanda do setor habitacional e das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”, argumentou.

Aumento de 12,74% este ano

Segundo apurou o o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção Civil), que faz parte do IGP-M (Índice Geral de Preço – Mercado) divulgado no último dia 30 pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a média nacional do preço do cimento já aumentou 12,74% este ano.

Apenas em outubro, a alta do preço do produto foi de 7,20%, e, em setembro, de 3,36%, o que significa que as elevações são bruscas e recentes e que ainda não existe um ciclo de aceleração formado.

De acordo com o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, além de o incremento no preço do cimento ser recente, está concentrado em apenas algumas capitais analisadas pelo levantamento.

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