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Fora do debate, Lula diz em carta que decisão é ato de "censura"

PT já confirmou que irá realizar um evento paralelo chamado "Debate com Lula"

debate presidencial band 2018
( Kelly Fuzaro_Band _ Flickr)

SÃO PAULO - Impedido de participar do 1º debate entre os candidatos à Presidência que será realizado pela TV Bandeirantes na noite desta quinta-feira (9), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta para a emissora e afirmou que a decisão da Justiça é uma maneira de "censura" e que fere "a liberdade de imprensa".

"A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tendo o direito de responder", assim escreveu Lula, que aproveitou para mais uma vez se defender das acusações de corrupção passiva: "sou candidato porque não cometi nenhum crime", ressaltou.

Em forma de protesto, o PT (Partido dos Trabalhadores) confirmou que fará uma transmissão paralela pela internet durante o debate da TV Bandeirantes, que também será iniciada às 22h00. O “Debate com Lula”, como foi chamado o evento, terá Fernando Haddad, que deverá herdar a titularidade da chapa petista, a deputada estadual Manuela D’Ávila, escolhida para ser vice com a confirmação do ex-presidente fora da disputa pela Justiça Eleitoral, assim como terá a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e o coordenador da campanha, José Sergio Gabrielli.

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Leia a íntegra da carta enviada por Lula:

"A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tendo o direito de responder. A candidatura que lidera as pesquisas é impedida de debater com as demais suas propostas e ideias defendidas por milhões de brasileiros.

Viola também a liberdade de imprensa, impedindo que um veículo de comunicação cumpra seu dever de informar, e proibindo o público de exercer seu direito de ser informado. O nome disso é censura. Sou candidato porque não cometi nenhum crime e tenho compromisso com este povo que, em 2010, ao final de meu mandato, concedeu-me o maior índice de aprovação de um presidente na história deste país, com 87% de avaliação positiva.

O Brasil precisa debater seu futuro de forma democrática. Ter eleições onde o povo, que já viveu dias melhores em um passado recente, possa escolher que caminho quer para o país, com a participação de todas as forças políticas da nação".

Luiz Inácio Lula da Silva

 

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