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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Principal ETF brasileiro, EWZ sobe quase 5% em uma sessão relativamente tranquila, mas de volatilidade, após a derrocada dos mercados na véspera

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(Shutterstock)
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Os mercados iniciam a terça-feira com tendência de baixa na Europa, seguindo o pessimismo do mercado após a Comissão Europeia ter anunciado na tarde de ontem o fechamento das fronteiras por 30 dias da União Europeia e do espaço de Schengen para cidadãos de fora do bloco, válido a partir desta data.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida, com Tóquio e Hong Kong em alta, mas Xangai e Seul em queda.

Em Nova York, após a imensas perdas de ontem na NYSE, os futuros tendem ao terreno positivo, mas perdendo força em relação à abertura dos índices, quando chegaram a bater o limite de alta de 5% e tiveram a negociação interrompida por alguns minutos.

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O MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundos de gestão passiva que acompanham algum índice e são negociados em Bolsa) dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) brasileiros, registra alta de 4,78% no pré-market da Nyse, apontando uma leve recuperação após o Ibovespa desabar quase 14% na véspera.

Os mercados avaliam o impacto da pandemia do coronavírus sobre a economia. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, mais de 150 mil pessoas foram atingidas pelo Covid-19.

No Brasil hoje começa a reunião de dois dias do Copom, com os economistas ainda divididos sobre a magnitude do corte da Selic, que pode chegar até 1 ponto percentual na avaliação de alguns economistas. Nos Estados Unidos, destaque para as primárias democratas em quatro estados. No noticiário corporativo, a Gol anunciou a readequação da malha aérea por causa da pandemia do coronavírus.

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam sem uma direção definida nesta terça-feira, com os investidores digerindo as perdas colossais do começo desta semana.

Em Nova York os futuros avançaram durante a madrugada, no começo da manhã tenderam para o terreno negativo, mas logo voltaram a ter ganhos, ainda que modestos, na casa de 1%. As bolsas europeias abriram em alta mas no começo da manhã começaram a cair.

Os mercados avaliam os estragos da pandemia do coronavírus, que hoje se aproxima dos 190 mil casos confirmados ao redor do mundo, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. A aviação comercial deverá sentir duramente o golpe, com a maioria dos países fechando temporariamente as fronteiras até o final de março ou meados de abril para conter a pandemia (veja mais clicando aqui).

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No mercado de commodities, o petróleo tem leve alta após WTI despencar 9,6% ontem, mas permanece abaixo de US$ 29; metais seguem em baixa em Londres.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h41*

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +1,09%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,71%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,85%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,40%
*FTSE (Reino Unido), -0,94%
*CAC 40 (França), +0,08%
*FTSE MIB (Itália), +1,35%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,06% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -2,47% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,14% (fechado)
*Xangai (China), -0,34% (fechado)

*Petróleo WTI, +4,91%, a US$ 30,11 o barril
*Petróleo Brent, +2,90%, a US$ 30,92 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,90%, cotados a 671,000 iuanes, equivalentes a US$ 95,75 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0077 (-0,17%)

*Bitcoin, US$ 5.385,71 +7,54%

2. Indicadores e BC

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A FGV publica pela manhã o IPC-S capitais da segunda quadrissemana de março. Nos Estados Unidos, serão divulgadas as vendas do varejo em fevereiro às 9h30 e a produção industrial do mês passado às 10h15.

Vale ficar atento à atuação do Banco Central, que não anunciou qualquer leilão para o câmbio nesta terça-feira, apesar de o dólar ter fechado acima de R$ 5,00 pela 1ª vez na história ontem – um dia de quedas recordes nas bolsas em todo o mundo.

3. Juros e reação à pandemia

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia hoje a sua reunião. A curva de juros fechou ontem precificando corte de 0,50 ponto da Selic na reunião, que anuncia sua decisão nesta quarta-feira; apostas aumentaram após Fed ter cortado sua taxa em 1 ponto percentual (veja mais clicando aqui).

Paulo Guedes, ministro da economia, anunciou um pacote de medidas de R$ 147,1 bilhões para tentar reduzir os impactos da pandemia na atividade do país. Mas, de acordo com a análise de Marcos Ross, economista sênior da XP, o alcance dos estímulos deve ser limitado.

“Entendemos que seja uma primeira tentativa e que ela aponta na direção correta, mas temos diversas considerações com relação ao efeito total dela, uma vez que quase sua totalidade não configura como fonte nova de recurso, mas sim um rearranjo intertemporal deles”, escreveu Ross em relatório.

4. Política americana

O Partido Democrata dos Estados Unidos realiza hoje primárias nos estados do Arizona, Flórida, Ohio e Illinois. O ex-vice-presidente e ex-senador Joe Biden é favorito para vencer no Arizona e Ohio, indicam pesquisas da NBC News. Já na Flórida e em Illinois, a disputa com o senador Bernie Sanders parece mais acirrada e não existe um favorito claro. Biden tem 886 delegados, Sanders tem 736. O maior prêmio de hoje é a Flórida, com 217 delegados. O pré-candidato democrata que conquistar 1.991 delegados até julho se habilita a disputar a presidência com o republicano Donald Trump em 4 de novembro.

5. Noticiário corporativo

A Gol informou na noite de ontem que readequará a sua malha aérea por causa da pandemia do coronavírus no Brasil. Segundo a empresa, nenhum voo doméstico será cancelado, mas a empresa reduzirá sua capacidade total entre 60% e 70% até meados de junho. Nas rotas internas, a redução será entre 50% e 60%.

Já o grupo Oi, que segundo informações de mercado negocia a venda da sua operadora de telefonia móvel, comunicou ontem que em janeiro teve um resultado líquido de caixa negativo de R$ 413 milhões. O resultado publicado ontem refere-se às empresas do grupo que estão em recuperação judicial.

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