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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Expectativa de retomada econômica impulsiona futuros de NY, enquanto Europa opera estável; confira os destaques desta segunda

ações promissoras
(alexsl/Getty Images)
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O surgimento de mais de 183 mil casos do novo coronavírus no mundo em um único dia não tirou o otimismo dos investidores. Eles acreditam que mesmo com esse avanço, os governos não devem tomar medidas de isolamento social tão restritivas. Além disso, as bolsas mundiais ainda sobem na esteira dos estímulos por parte dos bancos centrais.

No Brasil, a política mais uma vez concentra a atenção. O advogado Frederick Wassef anunciou na noite deste domingo que deixará a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão ocorre após Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flavio e um suspeito de ser o operador financeiro de um esquema de “rachadinhas”, ter sido localizado em um imóvel da propriedade do advogado.

Entre as notícias corporativas, a Ambipar fixou o preço de suas ações para o IPO. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

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Os casos do coronavírus voltam a avançar em escala global, mas os investidores estão menos pessimistas e os principais índices operam em alta. Dessa vez, eles acreditam que a escalada da doença não será suficiente para impor medidas de isolamento social severas, reduzindo assim o efeito negativo sobre a atividade econômica.

O FTSE 100, de Londres, opera perto da estabilidade, com pequena variação positiva de 0,02%.

Já nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones sobe 0,74% e os do S&P 500 têm alta de 0,77%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que no domingo 183 mil casos da Covid-19 foram confirmados no mundo, com o número total de infectados chegando a 8,7 milhões em meio à reabertura de diversas economias.

Apesar desse aumento de casos, as medidas de estímulos de liquidez adotadas pelos bancos centrais, em especial o Federal Reserve (Fed, o bc americano) estimulam uma busca por ativos de risco.

“O mercado não acredita que veremos bloqueios draconianos, mesmo que haja um ressurgimento do vírus. A política mudou. Também há uma sensação generalizada de que os ativos mais arriscados não caem muito, porque o Federal Reserve não deixaria”, disse, à Bloomberg, James Athey, gerente da Aberdeen Standard Investments.

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Veja o desempenho dos mercados, às 7h34 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,77%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,80%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,74%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,12%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,02%
*CAC 40 (França), -0,15%
*FTSE MIB (Itália), -0,31%

Ásia
*Nikkei 225 (Japão), -0,18% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,54% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,08% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,53%, a US$ 39,54 o barril
*Petróleo Brent, -0,07%, a US$ 42,16 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian tiveram queda, cotados a 753.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 106,49 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0759 (+0,07%)

2. Indicadores econômicos

O Banco Central divulgou o boletim Focus com as projeções para a economia brasileira. Após 18 semanas elevando a expectativa para o tombo da atividade brasileira em 2020, os agentes do mercado financeiro diminuíram a projeção da queda, passando de baixa de 6,51% para 6,50%. Para 2021, a estimativa de crescimento segue em 3,50%.

Para a Selic, a projeção é que ao final deste ano, Selic seja de 2,25% ao ano, a mesma expectativa das últimas cinco semanas. Para 2021, economistas preveem uma taxa de 3% mesma estimativa da última semana.

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As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 1,60% para 1,61% neste ano. A 2021, a projeção segue em 3%.

Já às 15h, será a vez da Secretaria de Comércio Exterior mostrar o comportamento da balança comercial semana.

Nos Estados Unidos, o principal indicador a ser divulgado é o de venda de casas usadas, às 11h (horário de Brasília). A agenda nos EUA ainda traz índice de atividade do Fed de Chicago em maio às 9h30.

A segunda-feira é marcada também por discursos de autoridades monetárias. Luis de Guindos, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), fala às 11h15. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Tushar Kashkari, faz pronunciamento às 19h30.

3. Caso Queiroz

O advogado Frederick Wassef anunciou na noite deste domingo que deixará a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão ocorre após Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flavio e um suspeito de ser o operador financeiro de um esquema de “rachadinhas”, ter sido localizado em um imóvel da propriedade do advogado.

Wassef também pediu desculpas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem sempre tentou mostrar proximidade. No entanto, não esclareceu o motivo pelo qual Queiroz estava em seu imóvel.

4. Panorama político

A semana em Brasília começa com uma série de lacunas. O presidente Jair Bolsonaro deverá anunciar o nome de um substituto para Abraham Weintraub, que chegou aos Estados Unidos no sábado e só depois foi exonerado do cargo de ministro da Educação.

Weintraub, que faz parte da investigação sobre as fake news do Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser indicado pelo governo brasileiro para assumir um cargo no Banco Mundial.

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Outra lacuna no governo é no ministério da Saúde, que já está há mais de um mês sem ministro no momento em que o novo coronavírus avança no país. Já são mais de 50 mil mortes e mais de 1 milhão de infectados pela Covid-19.

5. Panorama corporativo

E as empresas seguem apostando na recuperação do mercado de oferta de ações. O BTG Pactual anunciou nesta manhã a realização de uma oferta pública primária com esforços restritos de distribuição de units.

A oferta será composta inicialmente por 28,5 milhões de Units (28,5 milhões de ações ordinárias e 57 milhões de preferenciais).

Já Ambipar divulgou os detalhes da sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A faixa de preço das ações foi fixada entre R$ 18,75 e R$ 24,75.

A empresa pretende reforçar seu caixa para crescimento via aquisições.

Apesar desse otimismo, bancos e varejistas podem sofrer com o aumento da inadimplência nos próximos meses. Levantamento do instituto de varejo Ibevar mostra que a inadimplência deve avançar 5,79% em junho, 5,96% em julho e 6,09% em agosto, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

 

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