Em mercados

Manutenção da Selic a 6,5% foi "a decisão correta para o momento atual", diz Bradesco

Analistas acreditam que BC acertou em dar maior atenção ao ambiente de maior risco externo, a despeito do cenário de inflação controlada e atividade econômica morna

Ilan Goldfajn
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - A maior parte dos analistas de mercado foi pega de surpresa com a decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic a 6,5% ao ano e interromper um ciclo de afrouxamento monetário iniciado em outubro de 2016. A medida, que desagradou uma parcela dos agentes econômicos que esperava por um novo corte de 25 pontos-base, sobretudo em um ambiente de inflação controlada abaixo da meta e atividade econômica morna, foi elogiada pelos analistas do Bradesco BBI.

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Para eles, o Banco Central acertou em dar maior atenção ao ambiente de maior risco no cenário externo, a despeito do cenário-base para a inflação brasileira seguir indicando uma situação controlada, e adotar postura mais hawkish (conservadora, na linguagem do mercado).

"É interessante notar que a divergência entre a visão de consenso e a curva do yield em relação à decisão de hoje revela muito da natureza desta escolha. Considerando que 49 de 51 equipes econômicas (incluindo nós) estavam esperando um corte de 25 pontos base, a curva de juros estava menos convicta disso, precificando uma probabilidade de 66%", observaram em relatório distribuído a clientes.

"A decisão de não cortar as taxas foi baseada em uma abordagem de balanceamento de riscos em vez de orientada por um cenário-base para a inflação. Mesmo que a importância de uma abordagem ampla tenha sido sempre ressaltada pelo BC, as coisas provavelmente mudaram muito rápido para permitir uma comunicação mais desejável nesta direção. Dito isso, acreditamos que a decisão foi o movimento correto neste momento", avaliaram os analistas.

Com a decisão da última quarta-feira, o Bradesco BBI ajustou seu cenário para a taxa de juros, considerando a Selic de 2018 em 6,5%, mas mantendo projeções em 8,5% para o ano seguinte.

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