Em mercados

Mercados caminham para mais um dia de realização nesta terça-feira

Investidores continuam a embolsar os ganhos da semana anterior; presidentes regionais do Federal Reserve farão discursos

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SÃO PAULO - Se depender dos primeiros sinais das bolsas nesta terça-feira (18), o dia será de novas quedas nos mercados. Na Europa os principais índices acionários marcam perdas mais fortes, que chegam a superar os 2% no caso do FTSE MIB, índice que segue as negociações em Milão. Nos EUA não é diferente e os contratos futuros mostram desvalorização, apesar de mais amena, ao redor de 0,2%.

Na véspera, os investidores aproveitaram a sessão para embolsar os fortes ganhos da semana anterior, quando estímulos foram anunciados nos EUA e na Europa, o que levou os mercados ao campo negativo. Ao que parece, essa terça-feira dará continuidade a esse movimento.

À espera de um resgate espanhol
Nesta data os investidores continuam a acompanhar um possível pedido de ajuda da Espanha. A vice-primeira ministra Soraya Sanez afirmou à imprensa internacional que o país continua avaliando as condições para o pedido de resgate, que seria necessário para o BCE voltar ao mercado e comprar títulos públicos do país, com o objetivo de reduzir o custo de financiamento.

Nesse sentido, ainda sem muitas novidades por lá, o rendimento dos títulos públicos de dez anos da Espanha voltou a superar a barreira dos 6% nessa manhã, pela primeira vez desde que o BCE anunciou, na última semana, que irá comprar papéis da dívida caso necessário. Por outro lado, a Espanha realizou leilões de títulos de 12 e 18 meses, nos quais captou € 4,57 bilhões, um pouco mais do que era planejado, e a um custo inferior ao da última emissão, um mês atrás.

Perspectivas na Europa continuam fracas
Enquanto isso, na Alemanha, o índice de expectativas ZEW passou de um valor negativo de 25,5 em agosto para o território também negativo de 18,2, em setembro. Apesar da melhora, analistas esperavam um número ligeiramente melhor, em uma queda de 17. 

"O anúncio do BCE em comprar títulos públicos, que é uma decisão problemática, pode ter contribuído para melhorar o sentimento econômico. No entanto, a crise da dívida ainda não está solucionado, e os riscos para a atividade econômica permanecem", escreve o presidente do instituto, Wolfgang Franz.

Ainda no Velho Continente, o ministro de finanças da Grécia, Yannis Stournaras, revelou nesta manhã que, por conta de uma recessão mais profunda que o previsto, o déficit primário será pior que o esperado. O país está em negociações com a Troika - grupo formado por Comissão Europeia, BCE e FMI (Fundo Monetário Internacional - para continuar a receber as parcelas do resgate.

Presidentes regionais do Fed discursarão
Para o restante do dia a agenda é pouco movimentada. Nos EUA o destaque fica por conta dos dados da conta corrente no segundo trimestre do ano, além da demanda estrangeira por títulos do país em julho. Ambos os dados serão divulgados ainda nesta manhã.

Entretanto, pode chamar certa atenção do mercado os discursos de presidentes regionais do Federal Reserve. Discursarão nesta data William Dudley e Jeffrey Lacker, que representam os bancos centrais de Nova York e de Richmond, respectivamente. Espera-se que eles falem sobre os impactos do novo programa de compra de títulos, conhecido como QE3 (quantitative easing 3).

 

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